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Tecnologias de pelotizao de finos


Durante a lavra, beneficiamento e manuseio do minério de ferro são gerados ultrafinos, inadequados à utilização direta nos reatores de redução para a produção de ferro primário. O desenvolvimento dos processos de aglomeração possibilitou que os finos de minério de ferro, antes considerados rejeitos de lavra, passassem a ter valor econômico na forma de pelotas, que são amplamente utilizadas nos processos siderúrgicos.

O processo de pelotização foi introduzido no Brasil por meio de convênio da Companhia Vale do Rio Doce - CVRD com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, na antiga Seção de Matérias-primas Siderúrgicas, atual Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas.

 
  • Pelotização
 

Inicialmente as pelotas de minério de ferro eram produzidas comercialmente em sua maior parte em tambores pelotizadores e, com o avanço da tecnologia, foram desenvolvidos os discos de pelotização. Os dois tipos de equipamentos são ainda amplamente utilizados.

O IPT, por meio do Laboratório de Processos Metalúrgicos - LPM do CTMM, desenvolve processos de beneficiamento mineral e de valorização de resíduos sólidos industriais, visando ao melhor aproveitamento destes materiais e à redução de custos. Para tal, aplica a tecnologia de aglomeração por pelotização ou briquetagem, entre outras. O LRAC domina a tecnologia de aglomeração em discos pelotizadores, dando atendimento às empresas produtoras de insumos químicos, mineradoras e pelotizadoras.

Por meio do PDCE – Programa de Desenvolvimento de Capacitação no Exterior, a pesquisadora do LRAC, Sandra Lúcia de Moraes, desempenhou a função de visiting research scholar na Michigan Technological University - Department of Chemical Engineering, que atua fortemente nas soluções para empresas produtoras de pelotas de minério de ferro nos Estados Unidos.

O objetivo específico da capacitação da pesquisadora Sandra neste programa foi adquirir conhecimento teórico e prático do uso da tecnologia de aglomeração em tambor (balling drum), utilizada nos Estados Unidos para produção de pelotas de concentrado de magnetita. Durante seis meses, a pesquisadora estudou a cinética de crescimento das pelotas de concentrado de magnetita em tambor de pelotização, e avaliou a reprodutibilidade dos parâmetros de crescimento das pelotas neste tipo de equipamento.

Com o conhecimento adquirido neste programa, pretende-se desenvolver no IPT estudos de cinética de crescimento de pelotas também em discos pelotizadores. O tema é pouco abordado no Brasil e esses estudos deverão agregar valor aos serviços já prestados pelo Instituto na área. Além disso, pretende-se adquirir um tambor pelotizador para oferecer soluções tecnológicas por meio de estudos de aglomeração de minérios e de resíduos sólidos industriais, também por esta tecnologia.