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Vestuário de alta visibilidade: segurança, tecnologia e moda


Colete de segurança com lâmpadas flexíveis eletroluminescentes. A tecnologia permite a lavagem do colete, bem a sua utilização em locais com água ou chuva contínua por mais de 30 horas. Fonte: www.oryontech.com
 

Os vestuários de alta visibilidade vêm sendo utilizados com frequência em atividades que visam à garantia da segurança do usuário, bem como dos demais envolvidos, principalmente em uso externo. São amplamente utilizados, por exemplo, em funções ligadas ao transporte: motofrete, mototáxi, pistas de pouso e decolagem em aeroportos, manutenção de rodovias e ferrovias, entre outros. Estes vestuários compreendem trajes pessoais de proteção e segurança, cujo objetivo é garantir a visibilidade diurna e noturna do usuário, pelo emprego de materiais retrorrefletivos e fluorescentes.

Os materiais retrorrefletivos permitem a reflexão da luz no sentido oposto da fonte com o mínimo de dispersão, quando incidida sobre a superfície, mesmo em condições adversas como fumaça, neblina e chuva. Uma vez que tais trajes devem garantir um contraste com os ambientes de utilização, sob certos iluminantes, o emprego de materiais fluorescentes – devido à sua propriedade de emitir radiação óptica, cujos comprimentos de onda são maiores do que os absorvidos – aumenta a visibilidade diurna, principalmente ao amanhecer e entardecer. Dependendo da aplicação da vestimenta, esses materiais são empregados individual ou conjuntamente, a fim de abranger as mais variadas condições de uso final (end use), cumprindo a função de proteção e segurança.

O Laboratório de Têxteis e Confecções avalia a conformidade de vestuários de alta visibilidade, como os coletes de segurança – de acordo com as exigências da Portaria n° 390 do INMETRO, de 04 de novembro de 2008, bem como das Resoluções CONMETRO 219 e 251, a ela associadas  –  e peças como calças, camisas, capas e macacões, atendendo às normas internacionais e nacionais. Os ensaios compreendem tanto avaliação do desempenho (resistência à penetração da água, à ruptura e ao intemperismo, e também solidez da cor), como também ergonomia, etiquetagem e apresentação das embalagens.

Esse segmento de vestuário também vem sofrendo influência das novas tecnologias e pesquisas de materiais, as quais buscam alternativas para melhoria das funcionalidades e também visam corresponder aos avanços do mercado. Pode-se citar a atribuição de propriedades para melhorar o desempenho e o conforto (como acabamentos antichama, antirugas, repelente à água, óleo e sujidades, entre outros), bem como o uso de leds ou lâmpadas flexíveis eletroluminescentes (e-textiles) em conjunto ou como alternativa aos materiais retrorrefletivos – embora tais materiais ainda não sejam normatizados, há indícios de aplicabilidade, principalmente para ciclismo.
Na última edição do São Paulo Fashion Week (verão 2010), em uma coleção inspirada no Estado de São Paulo, ao dialogar com a urbanidade, os estilistas utilizaram materiais fluorescentes
 

Tradutora de tendências de comportamento e tecnologia, a moda não está dissociada do emprego desses materiais. Na última edição do São Paulo Fashion Week (verão 2010), diversos estilistas utilizaram materiais fluorescentes em suas coleções; da mesma forma, observa-se em detalhes de produtos de marcas internacionais, como tênis, a utilização de fitas retrorrefletivas, conferindo uma roupagem diversa ao emprego desses materiais.
Tênis customizado com fitas retrorefletivas.