Você sabia? Que o IPT é referência internacional em engenharia naval e oceânica?
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| Modelo de plataforma semi-submersível em Tanque de Provas do IPT |
Desde a década de 40, o IPT produz e acumula conhecimentos na área naval, especialmente nos estudos com modelos reduzidos, nos quais foi pioneiro no Brasil.
As pesquisas em engenharia naval, assim como na engenharia aeronáutica, iniciaram-se na Seção de Madeiras do Instituto, que começou a estudar a construção de barcos a partir de madeiras nacionais. Nesse período, o IPT dispunha de um pequeno tanque de provas de madeira para realizar os ensaios com modelos de embarcações em escala reduzida.
No fim dos anos 40, o governo do Estado de Goiás solicita ao IPT o estudo do transporte fluvial no Rio Tocantins. Este trabalho consolida o setor naval no Instituto, estimulando as pesquisas sobre o transporte hidroviário e o desenvolvimento de embarcações. Pouco depois, inicia-se a construção do Tanque de Provas do IPT, inaugurado em 1956 com 60 metros de comprimento, e mais tarde ampliado até os atuais 280 metros. Com a construção do Tanque de Provas no IPT, a Marinha brasileira implantou, em 1957, o curso de engenharia naval na Escola Politécnica da USP.
O Tanque de Provas do IPT, o maior da América Latina em comprimento, é utilizado para simular, por meio de modelos em escala, o comportamento de plataformas e embarcações sob o efeito de ondas e correnteza. Na década de 50, é construído também o Túnel de Vento, capaz de simular ventos de até 70Km/h para medir seus efeitos nas estruturas de plataformas e navios. Em 1963, é inaugurado o Túnel de Cavitação, que permite observar, em modelos reduzidos, o fenômeno da cavitação - a formação de bolhas e gases próximos ao hélice, dimunuindo sua capacidade de propulsão.
Nas décadas de 60 e de 70, o conjunto de laboratórios forneceu apoio tecnológico à indústria naval, assim como para a definição do sistema de navegação na hidrovia Tiête-Paraná, por meio da modelagem de embarcações e da realização de ensaios para verificação de desempenho hidrodinâmico, de propulsão e de manobrabilidade dos cascos.
A partir da década de 80, com o crescimento da exploração offshore de petróleo, o IPT passa a realizar grande número de ensaios em modelos reduzidos de plataformas fixas e flutuantes, além de acompanhar as operações em "escala real", ou seja, a bordo do navio ou da plataforma, no mar. O Instituto, desde então, vem auxiliando intensamente o desenvolvimento de tecnologias de exploração e transporte de petróleo e de construção de embarcações, tendo inaugurado recentemente as novas instalações dos laboratórios do Centro de Engenharia Naval e Oceânica.
Quer saber mais o que o IPT fez nesses 110 anos? Veja a linha do tempo.
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