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A mulher na cincia e tecnologia


A presença das mulheres na ciência e tecnologia se constituiu, nos últimos anos, um tema constante de debate no mundo contemporâneo. Deve-se reconhecer que a sua visibilidade nas agendas políticas não é similar nos diversos países, mas é certo que se multiplicaram os fóruns de discussão e as redes de intercâmbio para seu estudo em todo o mundo.

A partir das décadas de 60 e 70 a participação da mulher na ciência e tecnologia tornou-se mais frequente. Este é o período histórico do movimento feminista, que abriu mais espaço para as mulheres participarem dos processos científicos.
Gráfico comparativo entre Espanha e países da América Latina. Fonte: http://www.comciencia.br
 

Na America, de acordo com um levantamento realizado durante o período de 1990-2001, a participação diferenciada de homens e mulheres entre os pesquisadores dos diferentes países, registra uma base de 20% na participação feminina, que não ultrapassa os 50% em nenhum país. Somente 3 países (Argentina,Paraguai e Uruguai) registram-se uma situação bem próxima do equilíbrio na proporção de ambos os sexos.

As mulheres do Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai são maioria no campo das ciências sociais e humanidades em geral, têm uma participação igualitária ou levemente maior na química, biotecnologia e ciências da saúde. Já nas ciências exatas, em particular na física, matemática, computação e engenharias, sua participação ainda é baixa.
Frida Hoffman, primeira mulher contratada pelo IPT para trabalhar na área técnica.
 

Entre 1930-1950, o IPT contava com um quadro de aproximadamente 300 funcionários. A participação da mulher na área técnica do Instituto teve como pioneira a engenheira química Frida Ana Maria Hoffman, que ingressou em primeiro de março de 1935. Algumas mulheres desenvolviam atividades técnicas como análise de materiais, mas apenas Frida era pesquisadora. Foi só a partir da década de 60 que a participação das mulheres passou a ser mais expressiva no IPT, com um aumento na porcentagem de funcionárias com nível universitário de 2% em 1954 para 16% em 1964.

Há cada vez mais um avanço no número de mulheres em atividades de pesquisa, ensino e funções técnicas no Instituto, comprovado pelo aumento de 17% para 32% no número de mulheres com nível universitário no período entre 1994 e 2002.
Gráfico comparativo de grau de formação da mulher. Fonte: Acervo Histórico do IPT.
 

Cresce o número de diretoras e chefes de laboratórios: atualmente, das 14 Unidades Técnicas existentes, formadas por dois núcleos e 12 centros, um núcleo tem mulher como diretora e três centros são comandados por mulheres. Sua vida profissional abarca desde a formação acadêmica até a produção de artigos científicos relevantes nas diversas áreas do conhecimento cientifico.

 
  • Participação da mulher no IPT
 



Veja também a entrevista com a geógrafa Kátia Canil, pesquisadora do Laboratório de Riscos Ambientais.