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Sobre o IPT


Viso, Misso e Valores


Missão
Criar e aplicar soluções tecnológicas para aumentar a competitividade das empresas e promover a qualidade de vida.

Visão
Ter, até 2018, 40% da sua receita vinculada à inovação.

Valores
Integridade ética, probidade, isenção, competência técnica e qualidade em procedimentos de busca contínua de melhorias.


Uma nova visão de futuro para o IPT


"40% de nossas receitas devem ser oriundas de inovações, em 2018"

Sabemos que o sucesso de um planejamento estratégico depende de muitos fatores, onde a missão, a visão e os valores da instituição devem ser conhecidos, entendidos e assumidos cotidianamente por todos os envolvidos.

A Missão do IPT, definida em 2009, é criar e aplicar soluções tecnológicas para aumentar a competitividade das empresas e promover a qualidade de vida. Nós ipeteanos nos reconhecemos nessa missão, que combina papéis visando o mundo empresarial, o estado e a sociedade.

Os Valores do IPT − integridade, ética, probidade, isenção, competência técnica e qualidade em procedimentos de busca contínua de melhoria − também refletem bem o que nós ipeteanos praticamos e esperamos de nossos colegas, ainda que alguns sintam falta do empreendedorismo, que é necessário para a busca do novo.

Das três categorias que definem “quem somos”, a versão de Visão estabelecida em 2009 − Ser instituição líder nacional e atuar internacionalmente no desenvolvimento de tecnologias avançadas − nos parece longínqua ou quase inatingível. Nosso foco tem sido em serviços, projetos e desenvolvimentos junto às empresas e instituições nacionais. Atuar internacionalmente não está entre nossas prioridades do dia a dia. Por outro lado, líder já somos. Ou não somos? Cabe, portanto, definir uma nova Visão.

Tínhamos que definir uma Visão de Futuro que não fosse um ideal inalcançável, e sim uma visão de médio prazo. 2018, daqui a quatro anos, parece um futuro distante o suficiente para propormos uma visão ousada, um IPT diferente do que temos hoje, mas perto o bastante para nos exigir ações imediatas para chegar lá. Queremos também visualizar um futuro que possa ser mensurável, afinal esse tem sido o principal componente do nosso DNA desde 1899: medir as coisas.

Até 2009 o IPT só teve indicadores de desempenho financeiro, fosse o velho Receita/Despesas ou o novo Resultado. Naquele ano a palavra inovação entrou na discussão dos rumos do centenário IPT, com a criação dos Indicadores de Inovação. Nosso Conselho de Orientação insistiu para que o tema entrasse na pauta, ao mesmo tempo em que nascia a Mobilização Empresarial pela Inovação. “Inovar” não foi parte de nossa cultura nas últimas décadas e, com isso, enfrentar essa palavra nos causa algumas dificuldades. Atualmente, 50% de nossas receitas provém de ensaios, análises e calibrações demandados por nossos 3500 clientes. Outros 30% incluem pareceres, laudos, mapeamentos e projetos para empresas governamentais. O que hoje chamamos de inovação nos rende apenas 20% da receita (eram 10% em 2009), por meio dos projetos de P&D (promovidos por incentivos Funtec e Embrapii) e do desenvolvimento de softwares. Queremos crer que esse perfil reflita a demanda típica de nossos clientes. Afinal, a indústria investe pouco em P&D.

Os atuais Indicadores de Inovação incluem o porcentual de receita com inovação, a produção de patentes, publicação de artigos e a inserção de novos ensaios no sistema da qualidade e de “procedimentos inovadores”. Recriamos os projetos internos, hoje Projetos de Capacitação, para perscrutar os temas que podem nos trazer o novo.

Quando começamos a discutir um planejamento estratégico para o IPT, em fevereiro de 2013, o desafio da inovação já estava presente. Um grupo de ipeteanos, composto por pesquisadores, administradores e assessores, fez uma discussão intensa dos diagnósticos da nossa situação. Existe um consenso de que trabalhar com inovação coloca desafios mais interessantes para nosso Futuro e melhor justifica a dotação que o governo do estado investe na instituição.

Definir o conceito de inovação para nossas atividades não é tarefa fácil. A novidade, para tornar-se inovação, precisa ter valor para nossos clientes (mercado, estado, sociedade). É importante lembrar que não estamos falando obrigatoriamente de novidades “para o mundo”. Quando o mercado compra um novo ensaio oferecido pelo IPT, estamos realizando uma inovação. Quando o IPT ajuda, mesmo com um serviço tradicional, uma empresa a colocar no mercado um novo produto, como foi o caso da Treetech, estamos participando da inovação. No P&D, algumas vezes somos “barrigas de aluguel”, realizamos experimentos em uma ideia que veio da empresa. Ou quando contribuímos para a empresa introduzir um novo processo (mesmo que para obter um produto já existente, como no caso do nióbio na CBMM ou do Sal Cisne), também estamos criando uma inovação. Quando desenvolvemos uma nova solução para clientes públicos, como o DERSA, e a solução passa a ser adotada nos seus projetos, está também concretizada a inovação. Por outro lado, uma patente não é necessariamente uma inovação. Só o será se o mercado a ela atribuir valor ou se o assunto da patente for usado comercialmente. Temos, portanto, muitas formas de inovação no IPT. Devem existir outras, que ainda não identificamos.

Acreditamos que o IPT tem potencial para aumentar sua contribuição para a inovação no Brasil. Acreditamos que esse seja um desafio que transformará o IPT, que trará + Impacto na sociedade. Nossa proposta, nossa Visão de Futuro é almejarmos chegar a uma situação em que 40% de nossas receitas sejam oriundas de inovações, em 2018.

É um grande desafio, mas é importante perceber que a visão pressupõe que 60% das receitas virão das nossas atividades já estabelecidas. Até uma empresa ícone da inovação, como a 3M, tem como meta que 40% de suas vendas refiram-se a produtos introduzidos nos últimos 5 anos.

40% de receitas com Inovação é o desafio que propomos para a comunidade ipeteana. O Instituto precisa conhecer os desafios de inovação no mercado e na sociedade, e só conseguirá ficando mais próximo de ambos; isto é, buscar + Presença. Dessa forma, podemos alinhar as nossas atividades aos esforços de inovação dos nossos clientes. Oito Projetos Institucionais estão sendo conduzidos para nos levar até esse futuro.

Muitas ações serão necessárias para realizar essa Visão, mas teremos um IPT melhor, em 2018, com + Presença, + Inovação, + Impacto. Cada pesquisador, cada técnico e cada administrativo precisa colaborar para que a visão se realize. O que buscamos é uma mudança cultural, que passa por acreditar que é possível para o IPT e para o Brasil aumentar nossa capacidade de inovação. Nosso futuro depende disso.


São Paulo, 8 de abril de 2014.