Sobre o IPT
Palavra do Presidente
O grande desafio de uma instituição como o IPT é catalisar adequadamente as demandas da sociedade e as oportunidades tecnológicas para orientar suas atividades e oferecer soluções para o desenvolvimento de maneira sustentável.
Decisões sobre o que fazer com cada tecnologia esboçam os impactos futuros na nossa forma de viver. O planeta não suporta tanta produção e consumo sem um planejamento preciso e voltado à sustentabilidade. O conflito entre desenvolvimento e preservação pode ser equacionado por meio do uso de novas tecnologias e de métodos de gestão que assegurem a colaboração entre as equipes de pesquisa, empresas e instituições públicas, atendendo às diferentes expectativas econômicas, sociais e ambientais. Caso contrário, a preocupação exclusiva com o meio ambiente pode perturbar a sustentabilidade em seus outros aspectos.
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| João Fernando Gomes de Oliveira |
Para encarar tais desafios, o IPT está desenvolvendo mecanismos para ampliar sua atuação na solução de grandes problemas tecnológicos. As áreas de destaque incluem bionanotecnologia, bioenergia e novos materiais. Passo importante nesse sentido está sendo dado com o início da operação do Laboratório de Estruturas Leves (LEL), no Parque Tecnológico de São José dos Campos, para o desenvolvimento de materiais compósitos, que vão beneficiar vários segmentos da indústria. O LEL é um bom exemplo de como articular os potenciais das pesquisas acadêmicas das universidades com as empresas e as instâncias governamentais, para se obter ampla colaboração no desenvolvimento de soluções tecnológicas de interesse comum.
O exemplo de gestão formulado na proposição do LEL tem orientado outras iniciativas do Instituto, no sentido de procurar atuar como catalisador de interesses acadêmicos e empresariais, oferecendo desenvolvimento tecnológico, gestão e “scale up”. Outro exemplo é o projeto na área de bioenergia em parceria com as universidades, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e diversas empresas do setor. Prevê-se a implantação de uma planta-piloto de gaseificação do bagaço de cana no Parque Tecnológico de Piracicaba. O projeto permitirá produzir energia e outros subprodutos de segunda geração, podendo dobrar a produção de energia a partir da cana-de-açúcar, sem que se aumentem as áreas plantadas. Além desses dois, o IPT já tem em carteira projetos colaborativos contratados com apoio do BNDES/FUNTEC para o desenvolvimento de soluções em metalurgia, descontaminação de solos e redução dos custos de produção de silício grau solar para viabilizar a energia fotovoltaica no Brasil.
Neste ano, o IPT também vai inaugurar os laboratórios do novo núcleo de bionanomanufatura em seu campus na Cidade Universitária. São 8 mil metros quadrados com os mais modernos laboratórios para produção de MEMs, Nano e micro partículas, nanofibras e desenvolvimento de processos biotecnológicos integrados à nanotecnologia.
Tudo isso está acontecendo graças à decisão firme do Governo do Estado de São Paulo de modernizar o IPT, com um aporte de investimentos no quadriênio 2008-2011 de R$ 150 milhões. A modernização também contempla o envio de pesquisadores ao exterior para aperfeiçoamento profissional, realização de concurso público e diversos projetos de capacitação laboratorial. Já foram enviados mais de 50 especialistas para os melhores centros de pesquisa aplicada do mundo.
A tecnologia é uma base fundamental para o desenvolvimento econômico. Com todas essas iniciativas, o IPT mantém sintonia com a sociedade brasileira e reafirma seu papel de protagonista da nossa história.
João Fernando Gomes de Oliveira
Diretor Presidente



