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Mestrado em Engenharia de Computao


Mestrado Profissional no IPT

Histórico e Contextualização do Programa

O IPT tomou a decisão de ingressar na formação de recursos humanos em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional após a formalização, pela Capes, do mestrado profissional, a partir de 1997. Os primeiros programas implementados foram os mestrados em Habitação e Engenharia de Computação.

A aproximação do IPT com empresas demandantes de soluções tecnológicas inovadoras colocou a instituição em posição privilegiada para entender e prospectar áreas de conhecimento importantes para a evolução da sua capacitação tecnológica, com reflexos importantes para a sua competitividade em mercados altamente demandantes e globalizados, como é o caso das soluções de software e infraestrutura computacional.

A experiência acumulada nos 17 anos de funcionamento do programa foi bastante rica para a compreensão das necessidades do corpo discente, constituído por profissionais inseridos no mercado de trabalho, a maioria com extensa atuação profissional em empresas com participação significativa na economia brasileira. De 2.001 a 2013, foram titulados 359 mestres no programa de mestrado profissional em Engenharia de Computação, dando uma contribuição significativa para a melhoria da capacitação de recursos humanos nessas empresas.

Estes profissionais não se enquadram no perfil dos programas de mestrado acadêmico por não poderem realizar estudos em tempo integral e por não terem como meta principal a carreira acadêmica. Têm, como vantagem, compreensão dos problemas e maior maturidade sobre as condições reais de trabalho em sua área de atuação profissional.

Avaliações periódicas realizadas junto ao corpo discente mostram um elevado grau de satisfação com relação à proposta do curso e com relação à capacitação do corpo docente.

Objetivos do Programa

O Programa de Mestrado Profissional em Engenharia de Computação foi concebido para formar e aperfeiçoar profissionais em técnicas modernas de projeto, desenvolvimento, implantação e gerenciamento de sistemas computacionais. O objetivo do programa é prover aos profissionais fundamentos teóricos sólidos e visões abrangentes da engenharia de software e de infraestrutura computacional de modo a melhorar suas capacitações para a solução de problemas e a geração de inovação em suas áreas de atuação.

O enquadramento do Programa na Área de Engenharia Elétrica se deve ao fato de que a classificação da CAPES não reconhece, formalmente, Engenharia de Computação como área de conhecimento. Os programas de graduação e pós-graduação em Engenharia de Computação estão, historicamente, vinculados aos Departamentos de Engenharia Elétrica (vide USP e Unicamp).

Engenharia de Software e infraestrutura Computacional estão mais próximas de metodologias e visões das engenharias do que da área de Ciência da Computação. Isto não é um simples problema de taxonomia acadêmica. Os pontos importantes, deixando de lado disputas de paternidade e de propriedade de áreas do conhecimento, são o conteúdo e o estilo do programa educacional que está sendo proposto. Programas em Engenharia são diferentes dos programas em ciências exatas. Esta diferenciação deriva dos interesses e objetivos de carreira dos alunos.

O programa de mestrado profissional, como proposto pelo IPT, tem foco nas questões metodológicas, sem perda de qualidade e profundidade dos aspectos teóricos, e no enquadramento do Trabalho Final (Dissertação) em projetos preferencialmente aplicados.

O Programa de Mestrado Profissional em Engenharia de Computação visa dar formação especializada para profissionais que já estão no mercado de trabalho, dando-se ênfase à capacidade de criação e adaptação de soluções inovadoras para problemas reais, dentro das necessidades de qualidade e produtividade das empresas.

Não obstante esta clara opção programática, temos observado que alguns alunos buscam, também, uma qualificação para docência em sua área de especialização. O objetivo, na maioria dos casos, é de exercer atividade de docência de forma complementar à sua atividade profissional. Observamos, também, que alguns egressos realizaram ou estão realizando programas de doutorado, tendo como objetivo ingressar na atividade acadêmica.

O Programa de Mestrado Profissional em Engenharia de Computação tem três objetivos:

i)A educação continuada, sendo o público alvo o conjunto dos profissionais já inseridos no mercado de trabalho. O programa é organizado de modo a permitir uma forte interação entre os alunos, docentes e pesquisadores engajados em projetos reais de desenvolvimento de software e infraestrutura computacional. Os professores responsáveis pelas disciplinas, além de lecionar a matéria programada, são orientadores de dissertações dos alunos. A orientação conta, também, com a participação de pesquisadores engajados nas linhas de pesquisa e projetos do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade-CIAM do IPT, além de colaboradores de outras instituições de ensino com áreas de pesquisa e docência afins.

ii) A formação teórica avançada dos participantes. Para tanto, o Programa oferece um elenco de disciplinas, obrigatórias e optativas, para o Mestrado, visando dar aos alunos uma base teórica sólida para o desenvolvimento de projetos complexos de novas aplicações, em amplas áreas da atividade humana, através do uso inovador de recursos de Tecnologias de Informação - TI. A prospecção tecnológica contínua em áreas com processos acelerados de inovação, caso da área de computação, é um requisito importante para manter programas atualizados e em sintonia com as necessidades do mercado. Novas disciplinas são introduzidas sempre que tais necessidades são detectadas

iii) Estabelecimento de duas áreas de concentração. O Programa de Mestrado Profissional está estruturado em duas áreas de concentração: Engenharia de Software e Infraestrutura Computacional. . A antiga área de Concentração de Redes de Computadores teve seu escopo ampliado, passando a se chamar Infraestrutura Computacional a partir de janeiro de 2015.

Público Alvo

Engenharia de Software

Formação Acadêmica: Graduados em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Bacharel em Sistemas de Informação, Bacharel em Análise de Sistemas, Tecnólogos em Computação. São aceitos, também, graduados em outras áreas que tenham atuação profissional comprovada mínima de cinco anos em
Engenharia de Software.

Perfil do aluno: Gerentes de Projeto de Software, Analistas de Sistemas, Arquitetos de Sistemas, Requisitos de Software, Testes de Software, Manutenção de Software, Programadores, Consultores em TI, Administradores de Bancos de Dados, Docentes do Ensino Superior.

Infraestrutura Computacional

Formação Acadêmica: Graduados em Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Telecomunicações, Ciência da Computação, Bacharel em Sistemas de Informação, bacharel em Análise de Sistemas, Tecnólogos em Computação. São aceitos, também, graduados em outras áreas que tenham atuação profissional comprovada mínima de cinco anos em Redes de Computadores.

Perfil do aluno: Gestores de Infraestrutura de TIC, Administradores de Redes, Projetistas de Redes, Especialistas em Segurança de Redes e Sistemas de Informação, Consultores, Docentes do Ensino Superior.

O mestrado e progressão na carreira do Egresso

Os egressos do MP em Engenharia de Computação trabalham em organizações, privadas e públicas, que representam, hoje, uma amostra significativa das empresas de Tecnologias da Informação e Comunicação e das empresas que utilizam TI de forma intensiva no Brasil.

A indústria de software é estratégica para a economia dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, tendo se globalizado de forma acentuada, criando ameaças e oportunidades para países como Índia, China, Brasil e Rússia. A Índia assumiu claramente a liderança em serviços de TI, incluindo geração de software, com o Brasil ainda voltado principalmente ao mercado interno.

A presença de multinacionais no Brasil elevou o patamar de expectativa quanto à qualificação da mão de obra utilizada na geração de software. Estas empresas estão utilizando sua filial brasileira para exportar serviços de TI, incluindo geração de software, que devem atender padrões de qualidade aceitos mundialmente.

O diploma de mestre representa uma valorização profissional expressiva para os alunos. Inúmeros alunos tiveram progressão na carreira, em função das novas qualificações obtidas, mesmo antes de concluírem o curso. A maioria encontra aplicação imediata para os novos conhecimentos adquiridos.

A valorização do mestrado é evidente no momento que passa a indústria de software no Brasil, com programas de incentivo à exportação para países avançados.

Os egressos da área de Infraestrutura Computacional têm a sua qualificação valorizada por empresas que utilizam uma infraestrutura de TIC importante, seja para dar suporte às suas operações, seja para oferecer serviços para terceiros como computação na nuvem.

 
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