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  26.02.16

Tecnologia aeronutica


Núcleo de Estruturas Leves do IPT aplica tecnologia inédita no Brasil na fabricação de estruturas aeronáuticas


O projeto de parceria entre a Embraer, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), assinado no dia de inauguração do Núcleo de Estruturas Leves (LEL) do Instituto em maio de 2014, está dando resultados no desenvolvimento de um corpo de prova aeronáutico.

A primeira fase das atividades realizadas pelo laboratório do IPT foi o levantamento das propriedades mecânicas do material (fibra de carbono pré-impregnada) a ser utilizado na estrutura final do corpo de prova.
Painel representativo em preparação para o processo de cura
 
Posteriormente foi desenvolvido o projeto do segmento de estrutura a ser estudado, e identificadas regiões que deveriam ter seu comportamento mecânico avaliado por meio da manufatura de painéis representativos, assim como a execução de ensaios de desempenho.

O primeiro painel representativo foi finalizado em outubro de 2015, considerando tanto a fabricação do revestimento em fibra de carbono, quanto de reforçadores no mesmo material. O processo utilizado para a junção do revestimento com os reforçadores foi o de cocuragem, em que todas as partes são curadas juntas em autoclave e formam uma única peça – consequentemente, não é preciso nenhum processo posterior de união.

Foram consideradas algumas alternativas para a garantia da forma geométrica dos reforçadores, entre elas a utilização de mandris infláveis fornecidos pela empresa Rubbercraft. O resultado final foi satisfatório e representou o primeiro uso deste tipo de mandril no Brasil.

“Este projeto utiliza recursos Embrapii, que é uma iniciativa que visa o aumento da intensidade tecnológica e da capacidade de inovação da indústria no Brasil”, afirma Hugo Borelli Resende, diretor do Núcleo de Estruturas Leves.

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