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  20.04.17

reas contaminadas no Brasil


IPT disponibiliza publicação online sobre o mercado de gerenciamento de áreas contaminadas


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está disponibilizando online o ‘Panorama GAC: Mapeamento da Cadeia de Gerenciamento de Áreas Contaminadas’, uma publicação que busca demonstrar a estrutura da cadeia no Brasil, a qual tem como mercado final os representantes legais pelas áreas contaminadas identificadas no País. A obra retrata em oito capítulos os conceitos principais que estruturam a cadeia, o contexto internacional do mercado de gerenciamento, o arcabouço legal, um mapeamento das áreas contaminadas no Brasil, uma estrutura de cadeia produtiva proposta e o montante de negócios gerados pelas empresas do setor, bem como desafios e oportunidades.

Baseado em um procedimento metodológico próprio criado a partir de uma cooperação técnica entre a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Associação Brasileira das Empresas de Consultoria e Engenharia Ambiental (Aesas) e o IPT,
Mercado brasileiro teve uma movimentação estimada em R$ 1,5 bilhão em 2014
 
o estudo detalha a estruturação da cadeia produtiva do setor no Brasil e estima um mercado que movimentou, em uma aproximação mais conservadora, cerca de R$ 1,5 bilhão em 2014 no País.

“O panorama é uma primeira tentativa de se fazer uma leitura da cadeia de gerenciamento de áreas contaminadas no Brasil, destacando-se sua estrutura, atores, elos, serviços, produtos, formas de relacionamento e recursos financeiros movimentados”, explica a pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT e uma das organizadoras da obra, Cláudia Echevenguá Teixeira. As instituições que se relacionam com essa cadeia são os órgãos reguladores que propõem e implantam leis, normas e regulações; as instituições de suporte financeiro e de fomento, para o desenvolvimento das empresas e das pesquisas; e os atores da cadeia de conhecimento vinculados ao tema.

Além dos três articuladores principais – ou seja, Cetesb, Aesas e IPT – o estudo contou com o apoio de empresas e de instituições que atuam na cadeia e que se envolveram no projeto atendendo a pedidos de entrevistas específicas ou respondendo a um questionário online para a coleta de informações. Diferentes órgãos ambientais dos estados também participaram da pesquisa. O mercado internacional foi utilizado como forma de comparar e balizar a atuação e a maturidade do mercado do Brasil.

LEVANTAMENTO – A equipe formatou o estudo utilizando diversas fontes de informações, tanto secundárias quanto primárias, e seguiu um método de trabalho. Por meio das fontes secundárias foi possível levantar as informações de mercado e estudos correlatos realizados, identificar os atores atuantes no mercado e as legislações relevantes para a cadeia (tanto no mercado internacional quanto nacional) assim como mapear os órgãos reguladores em cada estado e as áreas contaminadas por regiões.

Com base nos dados secundários, foi possível realizar as coletas em fontes primárias. Foram formatados questionários com perguntas abertas e fechadas para abordar os três principais agentes do mercado: empresas, órgãos reguladores e detentores de áreas contaminadas. As informações coletadas foram tratadas de maneira agregada sem identificação das empresas ou órgãos individualmente.

Os dados referentes à distribuição de áreas contaminadas pelo Brasil e por segmentos industriais foram levantados por meio de informações disponíveis nos sistemas dos órgãos ambientais e por publicações científicas de base de dados de artigos. Não foi possível obter dados primários diretamente dos representantes legais pelas áreas contaminadas.

Os primeiros resultados obtidos foram apresentados em dezembro de 2015 durante o evento ‘Mercado Ambiental Brasileiro: Panorama do Setor de Gerenciamento de Áreas Contaminadas’, realizado no IPT e que contou com a participação de 145 participantes de 74 empresas, seis instituições e três outros vínculos institucionais. O levantamento de informações com os atores da cadeia ainda não tinha se encerrado e contava com 72 % da amostra final obtida. O evento foi utilizado também como um canal para convidar mais empresas e instituições a colaborarem no envio das informações.

Após o evento, algumas empresas responderam o questionário. O prazo de coleta estendeu-se até abril de 2016. “No entanto, mesmo com a divulgação da forma como os resultados estavam sendo tratados, algumas empresas continuaram não participando”, ressalta Cláudia. As informações contidas no capítulo 5 (‘Cadeia Produtiva de GAC e Desempenho Econômico’) são o resultado da atualização e da revisão de dados com a inclusão das respostas adicionais recebidas após o evento.

O levantamento de informações obteve resposta de 33 empresas. Com base no levantamento de mercado realizado com informações secundárias que identificou 230 companhias atuando no setor, estima-se que esta amostra representa quase 15% delas. Os dados financeiros e outras informações solicitadas, tanto na primeira rodada quanto no prazo de extensão, são relativos aos anos de 2012 a 2014.

“Não foi possível na primeira versão do panorama viabilizar parcerias com entidades de segmentos industriais e produtivos potencialmente e historicamente geradores de áreas contaminadas e que pudessem auxiliar na obtenção de informações sobre as áreas sob sua responsabilidade”, afirma a gerente da Coordenadoria de Planejamento e Negócios do IPT, Flávia Gutierrez Motta. “Esse é um ponto a ser aprimorado nos próximos estudos: ampliar a base de informações e a percepção das dificuldades e obstáculos para a aplicação e o desenvolvimento de tecnologias de remediação”.