Pgina inicial do IPT   >  Notícias

Notcias


compartilhe


  07.06.17

Tecnologias em compsitos


Pesquisador do Núcleo de Estruturas Leves do IPT participa de simpósio do SAE sobre novos materiais


Os avanços das tecnologias dos materiais compósitos foi um dos temas discutidos nos quatro painéis que compuseram o primeiro dia do 10º Simpósio SAE Brasil de Novos Materiais e Aplicações na Mobilidade, que foi realizado ontem, 6 de junho, no campus do IPT. O pesquisador José Maria Fernandes Marlet, do Núcleo de Estruturas Leves do Instituto, discutiu em sua apresentação os recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação para a indústria da mobilidade.

Facilitar a incorporação de metodologias e tecnologias de estruturas leves nas indústrias é a missão do núcleo do IPT localizado na cidade de São José dos Campos, explicou Marlet: “Transpor o ‘vale’ entre o conhecimento básico e a sua aplicação em produtos é o modelo de negócios do núcleo para os segmentos automobilístico, aeroespacial e de óleo & gás”, afirmou ele, lembrando ainda ser meta da unidade atingir 80% de seu faturamento a partir de atividades de pesquisa e desenvolvimento. Os projetos com as empresas podem ser feitos em três modalidades: serviços tecnológicos, convênio de P&D tradicional e convênio de P&D por meio da Embrapii – neste último caso, é preciso que a empresa parceira esteja baseada no Brasil.

A infraestrutura necessária para a execução dos projetos, que inclui um conjunto de máquinas disponíveis no hemisfério sul somente no IPT, como a fiber placement machine, também foi ressaltada na apresentação de Marlet como um diferencial: “São todos equipamentos de características industriais. Não basta à equipe do laboratório chegar somente a uma solução, porque o usuário final precisa ter segurança no desenvolvimento de seu projeto. Para isso, é preciso mostrar uma solução robusta, fazendo pequenas produções seriadas para mostrar as soluções encontradas”, disse ele.

AUTOMOBILISMO E MERCADO MUNDIAL – Duas outras apresentações fizeram parte do painel sobre materiais compósitos: a primeira foi do ex-piloto de Fórmula 1, Luciano Burti, que falou sobre as aplicações dos materiais compósitos no automobilismo e a sua importância sob os aspectos de desempenho e segurança: “A mais popular modalidade de automobilismo do mundo funciona como um berço para novas tecnologias que poderão ser usadas na fabricação de carros de rua.”

Para defender essa ideia, Burti lembrou o grave acidente sofrido em 2001 no Grande Prêmio da Bélgica e afirmou que a principal causa de não ter sofrido danos mais graves foi o peso reduzido do carro, por conta do uso da fibra de carbono: “Cada quilo a mais talvez fosse suficiente para que o meu corpo não tivesse resistido. O carro resistiria, mas eu não. Os materiais compósitos são importantes para o automobilismo não somente por questões de desempenho, mas também de segurança”.

A outra apresentação esteve a cargo de Claudio Stek, diretor de P&D na Owens Corning. Segundo ele, o mercado mundial de fibra de vidro está concentrado atualmente nos segmentos de construção civil (35%) e de transporte (28%), mas o setor de energia eólica, apesar de representar hoje apenas 6% dos negócios, é o de maior crescimento em volume no mundo.