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  13.06.17

Cooperao em compsitos


IPT e Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos firmam acordo que beneficiará pequenas empresas


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco) assinaram hoje, 13 de junho, um termo de cooperação que prevê o desenvolvimento de atividades de interesse mútuo, visando especialmente suprir apoio tecnológico às micro e pequenas empresas (MPEs) que produzem materiais compósitos. A assinatura do termo de cooperação foi feita pelo diretor de Operações do IPT, Mario Boccalini, e pelo presidente da Almaco, Gilmar Lima.

A associação deverá apresentar às filiadas brasileiras paulistas programas de apoio à P&D&I, como no caso da Embrapii, além de programas do Núcleo de Atendimento Tecnológico à Micro e Pequena Empresa do IPT. A unidade do Instituto tem expertise no atendimento à micro e pequenas empresas com diversos programas: serão disponibilizados conhecimento tecnológico em gestão da produção, qualificação de produtos para os mercados interno e externo, unidades móveis para atendimento no chão de fábrica e produção mais limpa.
Lima (à esquerda) e Boccalini: cooperação prevê apoio à resolução de problemas técnicos e também P&D&I
 
“Para isso contamos com apoio do Programa de Apoio Tecnológico às Micro, Pequenas e Médias Empresas, do governo estadual paulista, e do Sibratec (Sistema Brasileiro de Tecnologia), do governo federal”, explica Mari Katayama, diretora do núcleo do IPT.

Segundo Lima, a América Latina – cujo maior consumidor em materiais compósitos é o Brasil – parou de crescer no segmento desde 2014: “Não se pode negar que uma das causas foi a crise econômica na região, mas até mesmo a crise na Europa nos anos 2000 levou as empresas a investirem em centros tecnológicos. Lá, a indústria automobilística, principalmente, entendeu a importância desses materiais em relação à redução de peso e, consequentemente, à diminuição de consumo de combustíveis”.

Em 2016, o setor brasileiro de compósitos faturou R$ 2,55 bilhões, uma queda de 4% em comparação ao ano anterior. O consumo de matérias-primas diminuiu 1,3%, totalizando 159 mil toneladas. A construção civil liderou a demanda (36%), à frente de transportes (25%), corrosão/saneamento (17%), energia elétrica (5%), eólico (4%) e náutico (4%). Para 2017, o faturamento previsto é de R$ 2,45 bilhões, enquanto o consumo de matérias-primas tem previsão de encolher 2,5% e chegar a 155 mil toneladas.

“O mercado de materiais compósitos nas micro e pequenas empresas no Brasil é alto, mas não existem números consolidados. Temos acesso a alguns números que mostram uma grande participação das MPEs para a sua utilização – no segmento de artesanato, por exemplo, são cerca de 30 mil empresas trabalhando com compósitos em todo o País. No entanto, hoje em dia ainda é grande a falta de conhecimento sobre esses materiais”, afirma Lima. “Há muita gente fabricando peças com um investimento baixo, mas nem sempre os produtos finais têm a qualidade esperada, e além disso é preciso ainda convencer o Brasil de que os materiais compósitos podem ter alto desempenho, o que já é percebido em outros países”.