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  07.08.17

Nova praa, rvore saudvel


IPT realiza diagnóstico e análise de risco de queda de falsa seringueira para projeto da Praça do Imigrante Italiano


A Praça do Imigrante Italiano, localizada no bairro paulistano do Itaim Bibi, foi reinaugurada ontem, dia 6 de agosto, como parte do projeto Italia Per San Paolo – Monumentando e Restaurando a Cidade. Estão sendo feitas a restauração e a recolocação das pedras São Tomé, a troca do mármore Espirito Santo do monumento do artista Galileo Emendabili, a instalação de novos refletores LED e um novo projeto de paisagismo com espécies como Cycas revoluta (conhecida no Brasil como sagu-de-jardim), russélias e jasmins brancos, entre outras. Outra das ações ambientais foi o diagnóstico e também a análise de risco de queda de um exemplar de falsa seringueira, Ficus elástica, feitos pelo Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis do IPT.

O diagnóstico da árvore foi feito por solicitação da mantenedora da praça, a empresa Cicap Administração de Bens, no dia 4 de julho. As falsas seringueiras são árvores do gênero Ficus, que se caracteriza por possuírem sistema radicular agressivo e vigoroso, na maioria das vezes rompendo o pavimento em busca de espaço, água e nutrientes.
Objetivo da inspeção foi realizar o diagnóstico do estado fitossanitário do exemplar quanto à ocorrência de organismos xilófagos (que se alimentam de madeira), deterioração interna do lenho e análise do risco de queda
 
Essa espécie possui raízes aéreas que saem dos seus galhos e crescem até atingirem o solo. “É importante que as raízes possam alcançar um solo permeável para se fixarem, contribuindo para a estabilidade da árvore”, explica a engenheira agrônoma do IPT, Giuliana Del Nero Velasco.

A árvore inspecionada tem aproximadamente 30 metros de altura e ‘diâmetro a altura do peito’ de cerca de seis metros. O objetivo da inspeção foi realizar o diagnóstico do estado fitossanitário do exemplar quanto à ocorrência de organismos xilófagos (que se alimentam de madeira), deterioração interna do lenho e análise do risco de queda, assim como a avaliação da condição de entorno para auxiliar o cliente na tomada de decisão quanto ao manejo da árvore.

Foi feita uma análise interna de galhos com um aparelho não destrutivo, o penetrógrafo, e também uma análise externa na qual se observou a presença de galhos secos, raiz dobrada, apodrecimento em toco, feridas e podas nas raízes aéreas. A análise interna apontou lenho sadio para os galhos analisados.
A Praça do Imigrante Italiano, localizada na confluência das Avenidas Cidade Jardim e Nove de Julho, foi inaugurada em 1988, com projeto do arquiteto Luciano Deviá. Esta foi a primeira das três praças da capital paulista a serem restauradas no projeto patrocinado pelo Grupo Papaiz, Comolatti e Bauducco: as próximas serão a Praça Cidade de Milão, situada próxima ao Parque do Ibirapuera, e a Praça Ramos de Azevedo, no centro.

RECOMENDAÇÕES – A árvore não apresentou evidências de risco de queda, havendo apenas a necessidade da execução de podas e do monitoramento da biodeterioração e a melhoria da permeabilidade do solo. A partir dos resultados das análises externa, interna e de risco, a equipe do IPT constatou que a árvore se encontra com nível de prioridade baixo quanto à necessidade de manejo, e sem evidências objetivas de risco de queda de galhos de grande porte. A relação entre a altura total e o diâmetro da base, composto pelos múltiplos troncos, é igual a cinco, um índice que aponta baixa probabilidade de ocorrência de tombamento de toda a árvore, com o soerguimento do sistema radicular.

Considerando-se os resultados do diagnóstico, o principal manejo sugerido para a árvore refere-se à poda de limpeza dos galhos secos e tocos encontrados, além da poda de alívio do peso da copa, principalmente para os galhos sobre o telhado dos espaços comerciais localizados nas vias laterais.

Outra recomendação importante refere-se à remoção do piso impermeável ao redor do exemplar. “Para um bom desenvolvimento do sistema radicular das árvores é necessário haver trocas gasosas, recebimento de água e área permeável suficiente para as raízes crescerem sem impedimento, assim como cumprirem suas funções de sustentação e alimentação”, afirma Giuliana.

Foi sugerida ainda a remoção das lajotas de piso existentes no local, deixando a área com piso permeável (grama ou outra forração) com apenas algumas lajotas formando uma passagem para pedestres. “É importante que o novo traçado do caminho acompanhe os espaços livres entre as raízes aéreas, evitando seu corte”, finaliza ela.