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  01.11.17

Inovao Sucia-Brasil


Missão com IPT, USP, MCTIC, empresas e outras instituições interage com sistema sueco de inovação


Na semana de 23 a 27 de outubro uma comitiva brasileira reunindo profissionais e pesquisadores, ligados a empresas, instituições do governo e institutos de pesquisa científica e tecnológica, participou do Programa de Imersão em Ecossistema de Inovação na Suécia. A representante do IPT foi a gerente da Coordenadoria de Planejamento e Negócios, Flávia Motta, como parte do Programa de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE) implantado pelo Instituto.

Participaram também do programa representantes do Parque Tecnológico de São José dos Campos; Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; ITA; USP; Fapesp e empresas residentes como Troya e Lace, entre outros.
Visita ao Mjärdevi Science Park, parque tecnológico com cerca de 350 empresas, localizado na cidade de Linköping...
 
O programa, que é promovido pelo Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (Cisb) com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tem o objetivo de criar oportunidades de negócios e desenvolvimento de projetos cooperados entre organizações dos dois países.

O grupo participou de palestras, workshops e realizou visitas técnicas a universidades, centros de pesquisa e empresas, entre elas a Linköping University, o Mjärdevi Science Park, o KTH Royal Institute of Technology, o Epicenter e a Saab, empresa de defesa e segurança aeroespacial.

O primeiro-ministro sueco Stefan Löfven destacou a excelência do modelo de inovação praticado na região Oeste de seu país, que é o conceito triple-helix: governo-indústria-academia. Envolve instituições como Innovatum, Universidade de West e GKN Aerospace, foco da visita da comitiva brasileira, “a fim de partilhar experiências e olhar para o modelo sueco de pesquisa e inovação”, segundo Löfven.

PARCERIA É A PALAVRA-CHAVE – Segundo Flávia, o Innovatum é um parque tecnológico muito interessante e ativo, localizado numa cidade de 45 mil habitantes, abrigando 141 empresas e 20 startups que buscam criar relações próximas com universidades e institutos. “Eles abrigam o Centro de Treinamento em Produção e possuem um parque de equipamentos para isso, com um grande número de braços robóticos para produção industrial flexível. Além disso, possuem equipamentos de solda, impressora 3D metálica e máquinas para ensaios de desempenho de produtos”, afirma ela. Esse centro – acrescenta Flávia – tem conexão para pesquisa, ensino e treinamento com as universidades da região (Gotemburgo, Chalmers e West) e presta serviço para empresas.

Um dos grandes projetos da Innovatum é denominado Waagon: segundo Flávia, eles receberam uma planta desativada de papel e celulose e estão montando a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de produtos baseados em biomassa, com recursos do governo e privado, com o objetivo de levar desenvolvimento econômico e inovação para o local.

“É bastante interessante no sistema sueco de inovação, além da grande aplicação de recursos públicos e privados, a forte parceria entre os atores que trabalham no processo.
...e à fábrica da Saab, que desenvolveu o Gripen, a nova aeronave de caça da Força Aérea Brasileira
 
Conheci diversos exemplos de empresas concorrentes que se reúnem em um mesmo projeto para desenvolver tecnologias e também de empresas de diferentes cadeias se juntando para desenvolver tecnologias de interesse comum”, afirma Flávia.

Outro ponto ressaltado por ela é a possiblidade de desenvolver tecnologia em conjunto: a parceria Brasil-Suécia para o desenvolvimento do Gripen, que é a nova aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) fabricada pela Saab, abriu canais de comunicação que podem ser aproveitados. “Podemos viabilizar projetos internacionais financiados por parcerias bilaterais. A Vinnova, agência suéca de fomento, lançou um edital e pretende apresentar outros para fortalecer esses laços. Temos um primeiro esforço nesse sentido que é a parceria do Núcleo de Estruturas Leves do IPT com um instituto de pesquisas, o Swerea, para o desenvolvimento de materiais compósitos”, explica Flávia.

Além disso, segundo Flávia, a linguagem do processo de inovação é entendida e permeia os profissionais de empresas dos mais diferentes portes: “Um exemplo é ver como todos compreendem o que é TRL, os seus diferentes níveis e sabem traduzir o que isso significa em termos de tempo para gerar um produto ou processo para o mercado”, afirma ela, referindo-se ao padrão de mensuração empregado para avaliar a maturidade tecnológica de um determinado projeto conhecido como Nível de Maturidade Tecnológica (Technology Readiness Level, ou TRL).