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  14.11.17

TI internacional


Pesquisador apresenta na Bélgica projeto de software do IPT voltado à gestão de risco de desastres naturais


O pesquisador Denis Bruno Virissimo, do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, foi um dos dois brasileiros da área de tecnologia que participaram do congresso TEKK Tour Digital Wallonia, realizado em 6 e 7 de novembro nas cidades de Mons e Liège, na Bélgica. Os dois dias do encontro reuniram 354 participantes em visitas, conferências, workshops e eventos de rede para estimular projetos de inovação de colaboração internacional e parcerias de negócios no setor digital, com foco na Indústria 4.0, Internet das Coisas e cibersegurança.

O uso da computação como ferramenta de apoio à gestão de riscos de desastres naturais tem se intensificado nas últimas décadas.
Pesquisador Denis Bruno Virissimo participou do congresso TEKK Tour Digital Wallonia, realizado em 6 e 7 de novembro nas cidades de Mons e Liège, na Bélgica
 
No entanto, os riscos são difíceis de medir, avaliar e monitorar, uma vez que dependem da organização, modelagem, aquisição e cruzamento de diversos dados e parâmetros. Virissimo apresentou no dia 6 um projeto desenvolvido entre duas unidades do IPT – o Centro de Tecnologias Geoambientais e o Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade – que trouxe como resultado a criação de um software que permite mostrar o que pode ocorrer em um determinado local na incidência e na previsão de fortes chuvas, com uma visão de risco dinâmico.

O programa foi batizado de Niagrisk (da sigla Núcleo de Investigação, Análise e Gestão de Risk, risco em inglês). “Além de mostrar o que já foi desenvolvido, a apresentação destacou uma proposta de evolução da ferramenta com a inclusão de novos sensores para monitoramento e também de módulos de cálculo para os riscos, já baseada no conceito de Internet das Coisas”, afirma ele.

VISITAS – Virissimo também teve a oportunidade de conhecer cinco institutos de pesquisa na Bélgica, trocar contatos e discutir oportunidades de trabalhos em cooperação. O primeiro deles foi o Cenaero, com área de atuação voltada à aeronáutica e internacionalmente reconhecida como uma das líderes em tecnologia de modelagem e simulação numérica e supercomputação. “Foram discutidas parcerias principalmente em manufatura aditiva e construção”, explica ele.

O segundo foi o Cetic, instituto de pesquisa aplicada na área de tecnologias de informação e comunicação (TICs), com foco no desenvolvimento econômico principalmente de PMEs. Foram discutidas oportunidades de trabalho em Internet das Coisas e big data. A terceira foi o MecaTech Cluster, um cluster para desenvolvimento de projetos inovadores em engenharia mecânica, mas que incorpora diversas áreas de atuação transversais como as TICs, materiais e microtecnologias.

As duas outras instituições foram o Multitel, instituto de pesquisa com foco em TIC basicamente, incluindo redes de computadores e visão computacional, que teve um de seus pesquisadores visitando o IPT em 2016, e o Sirris, que atua em cinco áreas (TIC, Manufatura Avançada, Materiais, Mecatrônica e Sustentabilidade), com sete centros espalhados na Bélgica. “A unidade visitada comportava os laboratórios de nanomateriais e manufatura aditiva, em uma estrutura semelhante ao IPT, e também foram discutidas possibilidades de projetos”, conclui o pesquisador.