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  01.02.18

Nova fase em resduos slidos


Oficina regional discutiu estratégias para implantação do Plano de Gestão Regional Integrada na Baixada Santista


Fonte: Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem)

Cumprida a etapa da oficina regional, realizada na tarde de quarta-feira, 31 de janeiro, em Mongaguá, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) definiram a data da audiência pública para consolidação do Plano de Gestão Regional Integrada de Resíduos Sólidos da Baixada Santista. Será 7 de março, em Praia Grande, às 19h, no auditório da Secretaria de Educação do município.

Cerca de 40 pessoas participaram da oficina em Mongaguá, cujo objetivo foi debater as diretrizes e estratégias para implantação do plano, documento referente à etapa 4 do estudo (clique aqui). Os participantes se dividiram em três grupos de discussão: ´Resíduo domiciliar/coleta seletiva/logística reversa`, ´Resíduos da construção civil` e ´Educação ambiental/lixo marinho, pesca e ambientes naturais´. Fizeram questionamentos e sugestões ao documento, de acordo com esses temas.

Entre as questões e sugestões apresentadas estão: Necessidade de um plano específico sobre logística reversa, que faça um mapeamento do setor e defina responsabilidades;
Três grupos de discussão (´Resíduo domiciliar/coleta seletiva/logística reversa`; ´Resíduos da construção civil` e ´Educação ambiental/lixo marinho, pesca e ambientes naturais) foram formados para discutir o plano. Crédito foto: Agem
 
Avaliar a implantação de um programa regional de coleta seletiva; Estruturar um consórcio regional de ecopontos, para receber material reciclável; Estimular a reutilização de material; Criação de centrais de troca de produtos, para evitar descartes; Pensar estruturas microrregionais para fazer a gestão da coleta e destinação final dos resíduos da construção civil – mencionou-se até a criação de um serviço semelhante ao Uber ou disque entulho, que pode ser acionado para recolher resíduos; Necessidade de atualização dos códigos de obra; Capacitação e valorização dos trabalhadores das cooperativas de reciclagem, entre outras.

As sugestões serão avaliadas e incluídas no documento Diretrizes e Estratégias, a ser valiado pela Câmara Temática de Meio Ambiente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) e pelos grupos gestor e de sustentação que acompanham os trabalhos do IPT.

De acordo com Cláudia Echevenguá Teixeira, coordenadora do estudo do IPT, “não existe resíduo zero”. No entanto, ela ressalta a necessidade de discutir e adotar alternativas para a redução da geração resíduos e reutilização de materiais. A especialista reforçou a importância de ações metropolitanas.

Cláudia destacou o conceito de sistema integrado – coleta seletiva e coleta regular – e, em ambos os casos, reiterou que é fundamental considerar as fontes geradoras e a separação dos resíduos nessas fontes, sejam quais forem as tecnologias adotadas: reciclagem, rotas biológicas ou térmicas. “A segregação na origem é essencial. Por exemplo, na compostagem: se o material estiver contaminado ou for de baixa qualidade, não adianta, resultará em algo ruim. O mesmo ocorre com os resíduos da construção civil: material orgânico em uma caçamba de entulhos prejudica a reutilização, é rejeito a ser descartado, assim como acontece com materiais recicláveis misturados com orgânicos”, diz ela.