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  14.04.16

Olmpiada de conhecimento


IPT lança vídeo sobre competição de alunos da rede pública envolvendo conceitos de desastres naturais


“Antes eu pensava que no meu morro não tinha risco. Eu achava que todas as casas eram seguras e que, se eu estivesse dentro da minha, estaria protegido, mas não é assim. Eu descobri que existe um risco de deslizamento na maioria das casas do morro e o risco de queda de rochas”, afirma o estudante Marcus Vinícius de Oliveira Araújo, da Unidade Municipal de Ensino (Ume) Mario Alcântara e morador do Morro do Pacheco, na cidade de Santos, em depoimento incluído no vídeo sobre a Olímpiada do Conhecimento em Desastres Naturais que foi lançado ontem, 13 de abril, na solenidade de encerramento da Operação Verão 2015/2016 da Defesa Civil do Estado de São Paulo.



A olímpiada foi organizada pela Coordenadoria Regional de Defesa Civil da Baixada Santista (Redec), pelas equipes das Defesas Civis municipais de nove cidades e pelo IPT, com apoio da Defesa Civil Estadual, finalizando uma iniciativa que havia começado em abril de 2015 para educação de alunos de 10 e 11 anos de idade nas redes municipais de ensino. O foco do programa foram os cuidados a serem tomados na ocorrência de inundações, deslizamentos de encostas de morros e incidência de raios em dias de chuva. A olímpiada propriamente dita foi realizada em 14 de outubro de 2015, que foi o Dia Internacional da Redução de Desastres Naturais, e colocou em teste o que os estudantes haviam aprendido sobre os fenômenos da natureza em aulas regulares a partir de uma abordagem transversal, envolvendo diversas disciplinas, e também em palestras.

Os alunos participaram no dia da olímpiada de cinco rodadas de atividades, incluindo perguntas de múltiplas escolhas, gincanas, jogo da forca, simulados e testes de verdadeiro ou falso que definiram as escolas vencedoras, com um empate entre Praia Grande e Guarujá. A Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT prestou assessoria técnica à Coordenação da Regional da Defesa Civil na Baixada e às Defesas Civis municipais na escolha dos materiais e na execução das atividades da olimpíada, ficando ainda responsável pela produção do vídeo.

Macedo: vídeo deve funcionar como um instrumento de disseminação de uma experiência interessante e simples
 
Duas versões do vídeo estão disponíveis, uma de 12 e outra de cinco minutos, e a sua produção faz parte de uma iniciativa de ação social da Fundação de Apoio ao IPT (FIPT), que patrocinou as atividades dos pesquisadores para a realização do projeto e a concepção do filme que está disponível no canal do Instituto no YouTube. “A expectativa é que o vídeo funcione como um instrumento de disseminação de uma experiência muito interessante e simples”, afirmou o pesquisador e geólogo Eduardo Soares de Macedo no lançamento.

A importância da difusão do conhecimento foi também enfatizada pelo diretor-presidente do IPT, Fernando Landgraf, que iniciou sua apresentação lembrando a longa parceria do Instituto com a Defesa Civil de São Paulo e a Casa Militar, a qual foi iniciada em 1979 com a Carta Geotécnica dos Morros de Santos e de São Vicente. “Já foram realizados diversos trabalhos pelo IPT, mas há ainda muito a ser feito no estado de São Paulo.
Landgraf: vídeo faz parte de um grande projeto para enfrentar o tema do risco, que é a palavra-chave da história
 
Esse vídeo faz parte de um grande projeto para enfrentar o tema do risco, que é a palavra-chave da história”, afirmou ele. “Foi interessante ouvir o depoimento do aluno Marcus Vinícius falando sobre o seu aprendizado em saber que havia um perigo por conta da presença das pedras que poderiam rolar no local em que ele vive. A consciência do risco é importante em um trabalho como este, porque ajuda as crianças a perceberem o perigo que correm e como elas podem auxiliar a Defesa Civil a proteger os moradores”.

BALANÇO IPT – O geólogo e pesquisador Fabricio Araújo Mirandola apresentou durante o evento um balanço das atividades do IPT em auxílio à Defesa Civil na Operação Verão 2015-2016. A primeira ação com participação da Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais foi a assessoria técnica em um atendimento emergencial por conta do rompimento de um dique da mineradora Meia Lua, localizada no município de Jacareí, em 6 de fevereiro. “Foi percebido neste dia, na captação na cidade de São José dos Campos, um problema de turbidez da água. Descobriu-se que havia ocorrido um rompimento a jusante do dique de contenção em uma cava usada para a deposição de rejeito de lama por outra empresa, a Rolando Comércio de Areia”, explicou Mirandola.

Em um atendimento em conjunto com o Instituto Geológico (IG), as duas instituições recomendaram a paralisação imediata de lançamento do material na cava e uma revisão e atualização do Plano de Aproveitamento Econômico da empresa Rolando, assim como a construção de um dique definitivo.

O segundo atendimento foi a assessoria técnica iniciada em 12 de março no munícipio de Mairiporã por conta de fortes chuvas, que consistiu no apoio às ações do Corpo de Bombeiros na busca de vítimas e também em vistorias nas áreas de risco – para saber mais informações sobre o trabalho realizado pelo IPT na cidade, clique aqui.