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  29.08.16

Combusto industrial


Em trigésima edição de curso oferecido por laboratório do IPT, participantes ressaltam oportunidades de inovação  


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou, entre os dias 22 e 26 de agosto, a 30º edição do Curso de Combustão Industrial, oferecido por pesquisadores do Laboratório de Engenharia Térmica a diversos setores da indústria, desde o alimentício até o petrolífero. Com 46 participantes de 32 empresas diferentes e atingindo cerca de 12 estados no País, o curso se apresentou como uma oportunidade de atualização dos conhecimentos e tecnologias empregados na combustão industrial e consequente desenvolvimento de processos inovadores nas empresas. 


Pesquisador Ademar Ushima fala sobre resíduos sólidos em aula do curso
 
Renato Vergnhanini, engenheiro químico e coordenador do curso, ressalta que é uma preocupação constante dos organizadores, ao longo dos anos, o incremento de novos assuntos e a demonstração das tecnologias mais recentes empregadas nas diversos setores contemplados pela área. “Incorporamos ao programa a experiência e capacitação que o grupo adquire com a realização de trabalhos no IPT, e acrescentamos novas tecnologias, como combustíveis alternativos, por exemplo. Buscamos passar para os alunos uma visão do que está acontecendo em termos energéticos no Brasil no momento”, explica.

Para Breno Ferreira, gerente de aplicações e processos da empresa de gases industriais White Martins, esse é um dos pontos altos do curso. “O IPT é uma instituição reconhecida e acreditada não só no Brasil como mundialmente, e usualmente as empresas que buscam novas tecnologias entram em contato com o Instituto. Acreditamos que os professores e instrutores desse curso estejam no ‘estado da arte’, no que há de mais moderno no País, e buscamos aumentar a nossa gama de conhecimento e novas oportunidades de aplicação junto aos clientes”, ressalta o engenheiro.

Contemplando setores como o metalúrgico, siderúrgico, alimentício, de combustíveis e de prestação de serviços em geral, as diversas etapas do curso, que engloba temas como estequiometria das reações de combustão, poluição atmosférica e legislação ambiental, permitem aos participantes uma interação entre si e a oportunidade de pensarem em possibilidades de inovação. “É possível que, conhecendo o seu processo e a sua indústria, entrando em contato com os demais e sabendo para que lado a tecnologia caminha, os alunos encontrem as oportunidades de fazer determinados desenvolvimentos e inovações”, expõe Vergnhanini.

Joina Cunha, engenheira química e de processos da siderúrgica Alumar, concorda: “O curso traz muito conhecimento teórico e técnico para aplicar no dia a dia e abre espaço para inovações na empresa porque, além do conhecimento que os instrutores nos trazem, as ferramentas e programas desenvolvidos podem ser aplicados nos processos como melhorias”. Vergnhanini ainda ressalta a preocupação dos organizadores em apresentar possibilidades de fomento e inovação junto à iniciativa pública e privada, através de oportunidades como as oferecidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Segundo Tiago Costa, engenheiro mecânico e gerente de aplicações e processos da White Martins, essa iniciativa é fundamental para o fomento à inovação nas empresas. “O curso é muito importante não só por desenvolver um senso crítico, mas por ter visibilidade grande no sentido de tecnologia e inovação, que é o que as empresas buscam no Brasil para baixarem custos e serem mais competitivas no mercado. Estar presente já é uma forma de mostrar que a sua empresa também está preocupada com inovação”, finaliza.