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  14.09.16

Arborizao urbana


Seminário no Ministério Público de Goiás discutiu orientações sobre manejo de arborização urbana, com presença do IPT


Fonte: Ministério Público do Estado de Goiás

Um público de mais de 140 pessoas participou na segunda-feira, 12 de setembro, no auditório do Ministério Público de Goiás, do seminário Manejo de Arborização Urbana, que trouxe para debate questões técnicas como qualidade nos serviços de manejo de vegetação urbana; fiscalização, gestão e plantio; resíduos de poda; perigos, interferências e conflitos entre redes e árvores, e ainda riscos e influências na queda de árvores. Os temas atraíram um público diversificado, formado por servidores do MP, servidores públicos municipais e estaduais da área de controle de vegetação, fiscais ambientais, prestadores de serviços urbanos, estudantes e a população em geral. Algumas cidades do interior também enviaram representantes para o evento.

O seminário foi uma iniciativa do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente e Urbanismo (Caoma) do MP e contou com a parceria da Celg Distribuição S.A., Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Cidades, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos (Secima),
Pesquisador Sergio Brazolin apresentou em sua palestras os riscos e as influências na queda de árvores. Crédito foto: João Sérgio Araújo
 
Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) e Corpo de Bombeiros. A coordenação foi da Escola Superior do MP.

Ao dar as boas-vindas ao público na abertura das palestras, a coordenadora do Caoma, Suelena Carneiro Caetano Jayme, destacou a importância do trabalho em conjunto das instituições visando à preservação do meio ambiente e salientou o objetivo do seminário, de demonstrar a relevância da questão da arborização urbana para um sistema equilibrado.

Também integrante da mesa de abertura, o promotor Juliano de Barros Araújo foi outro a pontuar a importância do debate das questões relativas à vegetação das cidades. Conforme destacou, esse tema precisa ser entendido em todas as nuances envolvidas, incluindo não só aspectos biológicos e de urbanismo, mas também questões culturais e a própria relação afetiva do morador com a árvore da sua rua.

PROGRAMAÇÃO - As palestras do seminário procuraram apresentar orientações aos participantes sobre o manejo adequado da arborização urbana, com a finalidade de assegurar tanto o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida nas cidades como também a segurança da população.

A primeira exposição foi feita pelo técnico ambiental do MP Flávio da Costa Santos, que mostrou exemplos de formas corretas de poda das árvores e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos públicos para a manutenção dessa vegetação. Em seguida, a engenheira agrônoma da Amma, Jarina Padial Machado, explicou o trabalho realizado pela agência na fiscalização do plantio e das podas corretas das árvores. Segundo pontuou, Goiânia conta com um Plano Diretor de Arborização Urbana, implantado em 2007, pelo qual é feita a contagem de todas as árvores que estão em espaços públicos no município.

Engenheira agrônoma da Comurg, Fabíola Adaianne Oliveira abordou o tema dos resíduos de poda. Ela lembrou que Goiânia é a segunda capital com maior número de árvores por habitantes no Brasil e é considerada a segunda maior cidade arborizada do mundo, o que torna essencial o trabalho de preservação dessas árvores, desde o seu plantio, controle de crescimento, poda e, quando necessário, sua remoção correta.

Concluindo a programação da manhã, o gerente do Setor de Serviços de Goiânia da CELG D, Túlio Teles Vieira, apresentou palestra sobre perigos, interferências e conflitos entre redes e árvores. Segundo explicou, anualmente são feitas mais de 130 mil podas de árvores em Goiânia, medida que é importante para evitar descargas elétricas que poderiam causar incêndios. Vieira ressaltou que é um dever de todos informar quando uma árvore estiver necessitando de poda, em especial quando seus galhos estiverem tocando nos fios elétricos.

Uma rodada de debates foi feita ao final das quatro palestras, mediada por Suelena. O público pôde apresentar seus questionamentos e esclarecer dúvidas com os palestrantes.

QUEDA DE ÁRVORES - Na última palestra da programação, o biólogo e pesquisador Sérgio Brazolin, do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis, falou sobre riscos e influências na queda de árvores. Segundo esclareceu, há fatores extrínsecos (externos) e intrínsecos (internos) que influenciam na 'saúde' e integridade da vegetação urbana, pontuando que os efeitos externos, por questões de biomecânica, acabam pesando mais no comprometimento das espécies.

Embora os fatores ambientais tenham relevância nos registros de fraturas e rupturas de árvores, o palestrante sublinhou que a ação humana – presente, por exemplo, em podas inadequadas e falta de planejamento – tem também influência significativa nesses eventos. Sobre a questão do planejamento, Sérgio Brazolin ponderou que ele pode fazer muita diferença na prevenção dos frequentes conflitos decorrentes da arborização urbana.

Após a palestra, foi apresentado um vídeo, produzido por equipes da Celg e da Comurg, que mostra as formas corretas de realização de podas de árvores. Na sequência, houve o debate conclusivo do seminário.