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  20.09.16

Proteo para urnas


Laboratório do IPT verifica integridade e desempenho de caixas de papelão ondulado que armazenam urnas eletrônicas


Por ser um produto de elevado valor subjetivo – afinal, a urna simboliza a democracia – não se pode ter a surpresa de seu mau funcionamento no dia da eleição. O transporte e o armazenamento das urnas devem ser feitos com todo o cuidado e a embalagem desempenha um papel importante para manter a integridade dos equipamentos. As caixas de papelão ondulado são fabricadas de acordo com critérios técnicos definidos em edital do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contou com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para a sua elaboração. “As duas instituições são parceiras desde o início do projeto das urnas eletrônicas”, afirma Rogério Parra, pesquisador do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do IPT.

O laboratório do IPT realiza cinco diferentes testes nas caixas de papelão que guardam as urnas eletrônicas, garantindo assim que os equipamentos possam chegar íntegros aos mais distantes rincões do País para a votação – as próximas eleições, que serão municipais, serão realizadas no dia 2 de outubro. Segundo o TSE, o índice histórico de urnas defeituosas é baixo – nas eleições de 2012, apenas 0,3% das 407.551 urnas apresentaram defeito e foram substituídas.

Ensaios de vibração, de compressão, de fadiga de alça, de queda e de levantamento de caixas são realizados no laboratório do IPT
 
As eleições deste ano terão em todo o País um aumento no número de pessoas aptas a votarem por meio da identificação biométrica. Até junho de 2016, no estado de São Paulo, por exemplo, 6,4 milhões de eleitores – 20% do total – haviam feito o recadastramento para serem identificados pela nova tecnologia, dos quais 2,5 milhões na capital, o que representa 29% dos eleitores da cidade.

Acoplado à urna eletrônica, o leitor biométrico confirma a identidade de cada indivíduo por meio das impressões digitais e é um componente a mais a ser observado nos testes. Os fabricantes das caixas tiveram de rever seus projetos para a introdução do novo módulo, redimensionando os calços (espuma) que protegem as urnas contra choques e vibrações, a fim de manter o mesmo nível de segurança.

Confira abaixo os ensaios realizados no laboratório do IPT:

Vibração – as caixas contendo as urnas são empilhadas reproduzindo a situação de transporte em baú de caminhões e são submetidas a um equipamento de vibração que reproduz as frequências e impactos durante esse transporte;

Compressão – verifica se o papelão sofre deformação excessiva em função de cargas aplicadas sobre a embalagem;

Fadiga de alça – este ensaio checa se as alças nas laterais resistem aos esforços de manuseio durante as etapas de transporte e de instalação das urnas;

Queda – neste caso, a integridade da caixa e do equipamento é verificada após uma série de quedas da altura de 97 centímetros, em diversas posições,

Levantamento de caixas – também verifica a ocorrência de deformações em uma situação prática de manuseio dos equipamentos: um fator de segurança simula uma movimentação menos cuidadosa.

Esses testes são realizados com as urnas eletrônicas acondicionadas nas caixas e, depois de concluídos, as urnas são ligadas para verificar se houve alguma avaria. O IPT é considerado pelo TSE como referência técnica nos editais de aquisição e substituição das caixas que devem ter a mesma vida útil das urnas eletrônicas, estimada em 10 anos.