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  20.01.17

Parceria com a Defesa Civil


Redução de risco de desastres é tema de livro lançado pela Defesa Civil com participação de pesquisadores do IPT


Para fornecer subsídios à discussão da gestão de riscos e desastres ambientais, um livro editado pela Casa Militar e pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo acaba de ser lançado sob o tema ‘ Redução de risco de desastres: uma construção da resiliência local’. Quinze capítulos do livro discutem os cenários diferenciados de vulnerabilidade do Brasil e da América Latina em relação aos seus aspectos geográficos, socioeconômicos, culturais e técnico-científicos, dois deles escritos com participação de geólogos do Centro de Tecnologias Geoambientais do IPT.

A década de 1940 foi marcada em todo o mundo pela criação de estruturas voltadas à proteção e à defesa civil como forma de mitigar o impacto de eventos severos na população, explica o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, na abertura do livro.
Livro apresenta uma visão prática e simplificada de como os conhecimentos sobre a gestão de riscos e desastres podem auxiliar na prevenção e redução de seus efeitos
 
“A construção da resiliência municipal é um ponto fundamental no processo de redução de risco de desastres, e essa obra lança luz sobre importantes áreas a serem exploradas pelos gestores públicos na implantação efetiva das políticas públicas de proteção e defesa civil no País”, completa ele.

Escrito em parceria pelo pesquisador do IPT Marcelo Gramani e pela geóloga do Instituto Geológico, Lidia Keiko Tominaga, o capítulo 5 do livro trata da identificação e mapeamento de áreas de risco de desastres naturais. Os dois autores apresentam os conceitos básicos e as análises relacionadas ao perigo e ao risco, e métodos de avaliação e mapeamentos de risco a deslizamentos e inundação aplicados no estado de São Paulo e no País.

Lidia e Gramani apresentam no texto as definições de desastres naturais e dos tipos de eventos, como movimentos de massa, erosão, inundações e enxurradas. Eles também descrevem o processo de mapeamento e análise de risco que envolve as etapas de avaliação dos perigos potenciais e das condições de vulnerabilidade, os quais podem potencializar a ocorrência de danos às pessoas, bens e propriedades, ao meio ambiente e às atividades econômicas das quais a sociedade depende. “É necessário analisar todo o território do município quanto à possibilidade de ocorrência de perigos geológicos, uma vez que a ocupação de áreas sujeitas a esses processos perigosos pode desencadear situações de risco”, afirmam os autores.

EDIFICAÇÕES EM ÁREAS DE RISCO – Os critérios aplicáveis nas atividades de vistoria e interdição de edificações em áreas de risco, além das implicações jurídicas e administrativas relacionadas a tais ações,
Identificação e mapeamento de áreas de risco de desastres naturais é o tema do capítulo de Gramani (à esquerda na foto), e vistoria e interdição preventiva de edificações em áreas de risco o tema de Mirandola (à direita)
 
são o tema do sétimo capítulo do livro escrito pelo pesquisador do IPT Fabricio Mirandola e pelo geólogo do Instituto Geológico, Jair Santoro. A definição dos critérios técnicos para a deflagração de ações leva em consideração que a água (e, consequentemente, a chuva) é o principal agente que desencadeia os deslizamentos.

As vistorias de campo são um elemento fundamental nas ações de remoção preventiva das populações que ocupam as áreas de risco, explicam os autores. O objetivo delas é a identificação de formas de instabilidade, como trincas nos solos e moradias e inclinações de árvores, postes e muros, e também de outras características como encostas com alta ou baixa declividade, lançamento de água servida, presença de fossas e concentração de água de chuva. O resultado das vistorias será a base para a tomada de decisão de retirada de moradores em situações de risco iminente.

O livro será distribuído às equipes das Defesa Civil dos municípios paulistas e também de outros estados.