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  22.02.17

Parceiros na Defesa Civil


Nova responsável pela Defesa Civil paulista visita IPT em busca de maior aproximação com os parceiros técnicos


No último dia 20 de fevereiro, a coronel PM Helena dos Santos Reis e o tenente-coronel Anderson Lima, diretor de Defesa Civil, foram recebidos em reunião com o diretor-presidente do IPT, Fernando Landgraf, e pesquisadores do Centro de Tecnologias Geoambientais do Instituto. A coronel Helena foi nomeada pelo governador Geraldo Alckmin, em 3 de janeiro, secretária-chefe da Casa Militar, respondendo também pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.

Para a coronel Helena a proximidade em uma parceria é estratégica: “Conhecer os parceiros é reforçar vínculos. O foco da Defesa Civil deve concentrar-se em ações preventivas nos municípios”. Neste sentido, continuou ela, a parceria com o IPT é importante ao produzir ferramentas como mapeamentos, visitas técnicas, vistorias e, sobretudo, a experiência acumulada:
Helena dos Santos Reis, no dia da posse em janeiro. Crédito foto: Portal do Governo de São Paulo
 
“Devemos romper a cultura das ações reativas e partir para a prevenção, antecipando situações e evitando, assim, grandes desastres”. Para o tenente-coronel Lima, “o controle técnico do IPT é muito importante, mas a experiência prática, em campo, é que faz a diferença”.

O pesquisador Eduardo Soares de Macedo lembrou que, desde 1979, o IPT já atua junto à Casa Militar por conta da carta geotécnica dos morros de Santos e São Vicente. O pesquisador Marcelo Fischer Gramani apontou o suporte técnico do Instituto em diferentes situações de emergência. “Tivemos atuações destacadas em situações de enchentes e deslizamentos como em Santa Catarina e em Alagoas, além de São Luiz do Paraitinga, em São Paulo, quando fomos acionados pela Casa Militar para o atendimento técnico emergencial”.

Para Landgraf, o ingrediente mais relevante disponibilizado pelo Instituto é o conhecimento. “A excelência de nossas equipes é a credibilidade técnica e, também, nosso maior patrimônio nesta parceria. Temos tradição em cuidar de acidentes, mas nossa presença também é crescente na prevenção.” Ele lembra ainda que o IPT disponibiliza uma plataforma de apoio a prefeituras: “São oferecidos trabalhos correntes, dando suporte técnico e orientação às prefeituras para encontrar financiamentos. O Programa de Atendimento Tecnológico aos Municípios (Patem) é uma porta de entrada que atende anualmente vários municípios”.

EM CAMPO– Segundo Macedo, na década de 1990 consolidou-se no estado de São Paulo o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) que tem como conceito estratégico levar conhecimento técnico às prefeituras e, por tabela, aos moradores. “Hoje são 173 cidades atendidas pelo sistema. Como há necessidade de treinamento, o IPT, com suporte da Fundação de Apoio ao IPT (Fipt), produzirá um vídeo de orientação para situações de risco sem custo para a Defesa Civil. Este trabalho permitirá também vídeos curtos para acesso pelo celular explicando coisas práticas como o que é um pluviômetro ou um deslizamento, assim como outras mídias via Internet.”

O pesquisador Agostinho Tadashi Ogura apresentou uma nova ideia, que também poderá contar com apoio da Fipt, para implantar a lógica aprimorada para enfrentar desastres naturais ou tecnológicos diante de uma ameaça biológica.

NOS LABORATÓRIOS – A visita da coronel Helena e do tenente-coronel Lima foi concluída nos laboratórios de Segurança ao Fogo e a Explosões, no qual o pesquisador Carlos Roberto Metzker de Oliveira mostrou como são feitos testes de componentes de edificações em situação de incêndio. “Muitas vidas podem ser salvas utilizando-se materiais construtivos adequados”, disse o pesquisador. Outro laboratório visitado foi o túnel de vento, no qual são avaliadas condições aerodinâmicas das edificações visando à segurança estrutural e favorecendo análises de deslocamento de poluição. As apresentações foram feitas pelo pesquisador Gilder Nader, com apoio da estagiária Jordana Letícia Löw.