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  14.03.17

Computao cognitiva


Pesquisadores do IPT discutem oportunidades e parcerias com o advento da chamada 4ª Revolução Industrial


Há quase 250 anos, com o uso da máquina a vapor, iniciava-se a primeira revolução industrial. A segunda veio com a eletricidade, a terceira com a computação e, mais recentemente, fala-se na quarta revolução, a partir da combinação de inovações como a internet das coisas, big data, impressão 3D, inteligência artificial, entre outros. Tema para muita reflexão e debates no mundo todo.

Pesquisadores de diversas áreas do IPT estão debatendo questões ligadas ao ecossistema da computação cognitiva, que faz parte da Quarta Revolução Industrial. “O Instituto está se preparando para dar suporte às empresas nacionais, com destaque para as de médio porte, para entrarem mais seguras no universo das chamadas indústrias 4.0.
Computação cognitiva foi o centro das discussões, que ainda trouxe conceitos como internet das coisas, big data, inteligência artificial, entre outros
 
Neste aspecto, o diferencial da instituição é sua forte atuação tecnológica em diferentes áreas industriais como mecânica, metalurgia, bionanomanufatura e estruturas leves, além de recursos hídricos e florestais, entre outros”, enfatiza a pesquisadora Maria Cristina Machado Domingues, do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade do IPT.

As discussões ocorreram durante um workshop interno sobre ‘Computação Cognitiva: Conceitos e Oportunidades para a Quarta Revolução Industrial’, realizado pelo centro na tarde de 7 de março. Computação cognitiva é um novo paradigma computacional, popularizado por volta de 2011, que interage com as pessoas. Para Maria Cristina, embora a computação cognitiva seja uma ferramenta de grande relevância no contexto da indústria 4.0, ela não vem para simplesmente substituir o que já existe: “Será uma complementação, sempre que puder agregar mais desempenho, otimizando processos produtivos.”

Para os pesquisadores do centro, um ponto forte para atuação do IPT junto às empresas, na perspectiva da indústria 4.0, é o engajamento prévio de suas equipes técnicas nas diversas áreas tecnológicas. “Para avançarmos, todos os centros tecnológicos precisam colaborar com o auxílio das tecnologias da informação e comunicação”, diz ela.

COMPUTAÇÃO COGNITIVA – O conceito deste novo paradigma computacional correlaciona-se às ações humanas de conhecer, pensar e sentir. São sistemas flexíveis e adaptativos, trabalhando com dados praticamente em tempo real, interativos e amigáveis. Lançam mão de recursos como inteligência artificial na busca de novos dados para solucionar problemas.

Estes sistemas analisam e interpretam múltiplas fontes de informação estruturadas, como bases de dados; ou não dados, a exemplo da voz. Entendem linguagens humanas, são capazes de raciocinar e aprender criando expertise, oferecendo respostas com argumentos e bases lógicas. Até hoje o produto mais popular da computação cognitiva é aquele que marcou o lançamento do conceito em 2011: o ‘IBM Watson’.