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  09.05.17

Geoprocessamento na Baixada


Workshop em Itanhaém debate experiências e vantagens dos sistemas de geoprocessamento, com palestra do IPT


Com informações da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem)

Geoprocessamento é a tecnologia que possibilita mapear e identificar territórios, além de permitir o ‘cruzamento’ de dados, o monitoramento de projetos e ações, tudo de maneira integrada. Essas tecnologias são fundamentais para o planejamento urbano e desenvolvimento de políticas públicas, sobretudo no que diz respeito à agilidade na troca de informações (na área da saúde, por exemplo) e ao controle do uso e ocupação do solo.

Ampliar os conhecimentos sobre esse tema e trocar experiências com base em projetos que vêm sendo implantados na Baixada Santista foi o objetivo do IV Workshop de Geoprocessamento da Baixada Santista, que foi realizado no dia 26 de abril no Centro de Convenções de Itanhaém.
Contribuições para a elaboração de bases geoambientais foi o tema apresentado pela pesquisadora Ana Candida no evento. Crédito foto: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Itanhaém
 
O evento, organizado pela Câmara Temática de Tecnologia da Informação e Comunicação do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) e Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), envolveu órgãos e técnicos das nove prefeituras da região, representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Polícia Militar, Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), Universidade Católica de Santos (UniSantos), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Justiça do Trabalho.

Cerca de 100 pessoas participaram das palestras e debates. Foram apresentados os trabalhos: ‘Desmistificando geoprocessamento com softwares livres’ (Prefeitura de Itanhaém), ‘Ouvidoria digital georreferenciada’ (Prefeitura de Santos), ‘Revisão da Planta Genérica de Valores (PGV) apoiado pelos recursos técnicos de geoprocessamento' (Funcate), ‘Geoprocessamento na Polícia Militar do Estado de São Paulo’, ‘Contribuições para a elaboração de bases geoambientais’ (IPT) e ‘Utilização das geotecnologias nas pesquisas das universidades e sua aplicabilidade na gestão pública’ (UniSantos).

O IPT está desenvolvendo para a Agem o Plano Regional de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Baixada Santista (PGIRS - BS). “Aproveitei o workshop para apresentar o IPT (localização e histórico), destacando as competências do Centro de Tecnologias Geoambientais. Em seguida, relatei a história da cartografia em nossos produtos, exemplificando com estudos desenvolvidos para a Baixada Santista (Bertioga, Itanhaém, Cubatão, Peruíbe e Guarujá), e finalizei relatando as etapas – concluídas e a atual – do PRGIRS”, afirma a pesquisadora do IPT, Ana Candida Melo Cavani.

GESTÃO PÚBLICA – Para o diretor técnico da Agem, Márcio Aurélio de Almeida Quedinho, a troca de experiência já tem resultado na melhoria da gestão pública e de serviços prestados pelas administrações municipais: “No município de Santos o geoprocessamento está mais consolidado, e Praia Grande e Itanhaém, por exemplo, têm evoluído muito nesta área. Com ferramentas que permitem mapear e ordenar melhor o seu território, Itanhaém conseguiu detectar imóveis construídos, mas que ainda constavam no cadastrado municipal como terrenos vazios. Com o reordenamento cadastral, a prefeitura aumentou em cerca de R$ 5 milhões as receitas com o IPTU”, explica ele.

Quedinho ressaltou ainda os esforços para sistematizar o abastecimento e acesso a informações dentro do Sistema de Informações Metropolitanas, desenvolvido pela Emplasa, que está em discussão dentro das Câmaras Temáticas de Habitação e TIC. “A valorização das tecnologias e dos sistemas de geoprocessamento, dentro das prefeituras, é fundamental não apenas para aumentar a arrecadação, mas porque permite conhecer melhor o território administrado e trocar informações internamente e com outras prefeituras e órgãos estaduais. Isso possibilita planejar melhor as ações e as políticas públicas”, afirmou ele. 95,4% dos participantes que responderam ao questionário de avaliação consideraram o workshop ótimo ou bom.