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  29.05.17

Parceria em novas aplicaes


Grupo de instituições brasileiras de pesquisa, incluindo IPT, cria consórcio de pesquisa em processamento por atrito


Na busca pelo desenvolvimento de novas tecnologias, um grupo de instituições está reunindo esforços para estudar novos métodos de processamento por atrito e, também, formas de aplicar essas técnicas na indústria. Para isso foi criado o Consórcio de P&D em Processamento por Atrito, que recebeu a denominação de C2PA. Dois dos seus membros são empresas, a Embraer e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA); outros dois são institutos de pesquisas, o Núcleo de Estruturas Leves do IPT e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM (LNNano), e completam o grupo duas instituições universitárias, a Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp (FCA) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Um evento aberto ao público, o ‘C2PA Open Day’, aconteceu no dia 22 de maio para apresentar as pesquisas em andamento com ligas de alumínio feitas pelos membros do grupo.
Grupo de instituições brasileiras de pesquisa, que inclui Embraer, CBA e IPT, criou consórcio de pesquisa para estudar novos métodos de processamento por atrito e, também, formas de aplicar as técnicas na indústria
 
“Um dos projetos trata de friction surfacing, desenvolvido pela UEPG e o LNNano; um segundo projeto trata de friction stir welding para chapas finas, executado pela FCA e o IPT”, informa Hugo Borelli Resende, diretor do núcleo do IPT localizado no município de São José dos Campos.

O evento foi realizado no CNPEM, na cidade de Campinas, e contou com as participações de pesquisadores e representantes da indústria interessados nas novas tecnologias. O Núcleo de Estruturas Leves do IPT esteve representado pelo seu diretor e pelos pesquisadores André Ferrara Carunchio e Mario Henrique Fernandes Batalha. “Foi uma oportunidade para mostrar ao público um pouco do trabalho que vem sendo feito no desenvolvimento das novas tecnologias. Com o friction stir welding, por exemplo, é possível unir materiais que outrora eram classificados como não soldáveis, além de ser um processo muito mais sustentável e com vantagens técnicas em relação a métodos convencionais de soldagem”, diz Carunchio.

Sobre o modelo de negócio adotado para as pesquisas, Resende aposta em sua eficiência: “Como as informações são compartilhadas entre os membros do consórcio, a empresa pode obter mais resultados do que seria obtido com o mesmo recurso, caso estivesse realizando a pesquisa isoladamente”.