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  08.06.17

Qualidade e segurana no gs


IPT amplia capacitação para setor de gás canalizado com análise de concentração de odorantes e fator de conversão


O estado de São Paulo registrou no ano de 2016 um total de 1.260 vazamentos de gás natural, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Para auxiliar agências reguladoras, concessionárias de distribuição e produtores de gases na avaliação de processos e das características dos produtos, assim como na fiscalização em campo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) se capacitou para oferecer novos serviços referentes à qualidade do gás canalizado no que diz respeito à concentração de odorante de gás (COG) e ao fator de conversão.

Gases em sistemas de distribuição devem ser mantidos odorizados conforme níveis definidos para assegurar a identificação de sua presença. O odorante do gás deve ter cheiro característico e ser o mesmo em toda a área de concessão. “A avaliação dos gases é importante para garantir a segurança dos usuários, pela constatação de algum vazamento por meio do cheiro, e a qualidade do produto adquirido pelo consumidor”, explica a pesquisadora e responsável pelo Laboratório de Análises Químicas do IPT, Sandra Souza de Oliveira.

Hoje, o laboratório do IPT está capacitado para realizar a determinação dos compostos sulfurados, que são os responsáveis pela odoração, graças à aquisição de um cromatógrafo dotado de detector de quimiluminescência (emissão de luz não acompanhada da emissão de calor, em consequência de uma reação química) capaz de avaliar a presença dos compostos com concentração em partes por bilhão.
Novo cromatógrafo dotado de detector de quimiluminescência é capaz de avaliar a presença de compostos com concentração em partes por bilhão
 
A quantidade de odorante presente no gás é expressa em miligramas por metro cúbico de gás.

Em complementação aos novos ensaios, o laboratório oferece também testes para a identificação das características físico-químicas (CFQ) dos gases, os quais são realizados há mais de 20 anos, que consistem na determinação da composição química em hidrocarbonetos de C1 a C7 e no cálculo de características como poder calorífico e Índice de Wobbe (conteúdo energético).

A determinação de COG é realizada nas instalações do laboratório, enquanto os ensaios de características físico-químicas podem ser executados in loco, com o uso de um equipamento portátil, ou no próprio IPT.

MEDIÇÃO DE VOLUME DE GÁS – Ainda dentro do escopo de serviços do IPT ao setor de gás, o Laboratório de Vazão executa ensaios a fim de garantir a qualidade da medição do volume de gás fornecido aos usuários, com ênfase na avaliação de medidores volumétricos totalizadores de gás e conversores de volume.

O gás é mensurado, na grande maioria dos usuários, por dispositivos que medem o volume totalizado de gás em determinadas condições de pressão e de temperatura. Por lei, o volume de gás faturado é convertido para condições de referência. “Essa conversão de pressão e de temperatura pode alterar em até 1.700 % o volume de gás indicado no medidor”, explica a pesquisadora Helena Cristina Manosso.

Para clientes nos quais o volume de consumo é alto, é instalado um equipamento chamado conversor de volume que registra a pressão e a temperatura do gás, somando esses dados a outros parâmetros e convertendo o volume totalizado para as condições do sistema. Para a execução dos serviços pelo IPT nesses casos, os medidores e o conversor serão retirados e transportados para o laboratório a fim de serem calibrados. “A equipe técnica irá avaliar se o erro apresentado está dentro dos limites permissíveis da legislação atual e fará a avaliação do conversor, incluindo a validação do cálculo de volume final convertido”, afirma a pesquisadora.

Nos outros casos, é estabelecido um fator de conversão fixo para a pressão e a temperatura. Para os trabalhos, o laboratório irá acompanhar a retirada dos medidores de volume e avaliar se o fator fixo empregado pela concessionária está coerente; para isso, o medidor será também transportado até o IPT para verificar se o erro apresentado está dentro dos limites permissíveis da legislação e estudar o comportamento da pressão e da temperatura nas instalações do consumidor para avaliar o fator fixo. “Com base em todos os resultados será possível avaliar o erro e a incerteza global da medição realizada nos dois tipos de clientes”, conclui Helena.