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  25.07.17

Sorteio eletrnico de moradias


Metodologia criada pelo IPT é usada pela primeira vez pela CDHU em sorteio de apartamentos na capital


A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) realizou hoje, 25 de julho, o sorteio de 104 apartamentos do Bela Vista G, empreendimento no centro da capital paulista. O evento foi transmitido ao vivo no canal do You Tube da Secretaria da Habitação do Estado de São Paulo, e executado pela CDHU em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que desenvolveu o sistema de sorteio eletrônico, e a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), com auditoria da TUV Rheinland.

A metodologia para a execução de sorteios eletrônicos, que foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade do IPT, inclui a definição de processos e o desenvolvimento de softwares com um algoritmo para a distribuição aleatória de números.
Chave de 16 dígitos, denominada ‘semente’, foi sorteada e então inserida no software antes da distribuição aleatória dos dados - na foto, da esq. para a dir, Garcia, o deputado Estevam Galvão, o diretor administrativo-financeiro da CDHU, Carlos Alberto Fachini, e o deputado Ramalho da Construção
 
Ela já havia sido adotada em 2011 no estado de Mato Grosso no sorteio de casas populares a famílias inscritas no programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Além disso, o software já foi utilizado para sorteio de prêmios em programas de incentivo da Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, Nota Salvador e Nota Paraná.

Órgãos públicos e instituições privadas que necessitam fazer a gestão de sorteios podem adotar soluções informatizadas para proporcionar confiabilidade e agilidade aos processos, evitando o recurso tradicional do globo e das bolinhas numeradas, que são exaustivos e com dificuldade operacional para sorteios em grande escala. O sistema criado no IPT conta com algoritmos de diferentes qualidades para gerar os números. Não há a possibilidade de resultados viciados porque o sistema trabalha com uma chave de 16 dígitos, denominada ‘semente’, que é sorteada e então inserida no software antes da distribuição aleatória dos dados. Essa chave garante a segurança do sistema, impedindo a previsibilidade de resultados, em diferentes processos.

O software tem capacidade para classificar até oito milhões de participantes. “Se toda a população da zona central de São Paulo administrada pela Subprefeitura da Sé, por exemplo, participasse do sorteio, haveria 431.106 participantes. Isto significa que o software demoraria 13 segundos para realizar a operação”, explica Alessandro Santiago dos Santos, pesquisador do IPT. “Foram realizados 16 sorteios, considerando os grupos e as faixas de renda, sendo que o mais demorado classificou um total de 27.840 participantes da lista geral, com faixa de renda até R$ 3.494,00 – neste caso, o software demorou apenas um segundo para realizar a operação de classificação”, completa ele.

Outro destaque do algoritmo é uniformidade na distribuição das informações, uma característica importante para o software atender aos requisitos do processo de sorteio.
Sistema de sorteio eletrônico foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade do IPT, e o evento contou com auditoria da TUV Rheinland - na foto, da dir. para a esq, os pesquisadores do Instituto, Alesssandro Santiago dos Santos e Renato Curto Rodrigues, e o auditor Roberto Rodrigues
 
Não há privilégios entre os sorteados: o sistema analisa todo o universo de inscritos e distribui os resultados de modo balanceado entre os subgrupos. O sistema criado pelo IPT utiliza uma base cientifica de chancela do National Institute of Standards and Technology (NIST), dos Estados Unidos, adotado em criptografia avançada, o mesmo utilizado pelo governo dos EUA em questões de segurança digital.

“Optamos pelo sorteio eletrônico das unidades habitacionais em razão da grande demanda por estes apartamentos localizados no centro da capital paulista, que alcançou um total de 59.841 inscritos", afirmou Rodrigo Garcia, secretário da Habitação do estado de São Paulo. "Quando os sorteios são realizados em cidades do interior, o número chega ao máximo de mil famílias inscritas e é feito de maneira presencial, com o uso de urnas. Por conta do volume de interessados, isso ficou inviável. É um novo momento na política habitacional do estado em que nos apropriamos cada vez mais da tecnologia sem esquecer a transparência”.