Pgina inicial do IPT   >  Notícias

Notcias


compartilhe


  27.10.17

Geofsica aplicada


Curso de cinco dias oferecido pela primeira vez no IPT tratou da investigação de ambientes submersos rasos


Promovido pela Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o curso de geofísica aplicada à investigação de ambientes submersos rasos aconteceu entre os dias 16 e 20 de outubro e trouxe membros de empresas, da Marinha e professores e alunos universitários para o Instituto, entre eles três profissionais paraguaios da usina hidrelétrica binacional Itaipu.

Luiz Antônio Pereira de Souza, pesquisador da seção, havia ministrado o curso em outras instituições e, a partir do interesse do público pelo tema, decidiu realizá-lo pela primeira vez no IPT. "Não existem cursos específicos sobre o assunto em oferta nas universidades brasileiras.
Curso reuniu 36 participantes, incluindo três profissionais paraguais de Itaipu
 
A experiência do IPT em trabalhos com instrumentos de investigação de águas rasas há muitos anos é algo para compartilhar com as pessoas", afirma.

A procura pelo curso foi tão grande que o número de vagas originais (30) teve de ser ampliado (36) para comportar os interessados. Gabriela Aleixo, estudante de pós-graduação em Vitória, veio do Espirito Santo até São Paulo após descobrir, através de seu orientador, a oferta do IPT. Para ela, o diferencial das aulas foi a inserção na realidade: "Temos a oportunidade de descobrir e ver aplicações com as quais não estamos acostumados no meio acadêmico".

Entre os assuntos tratados estiveram os fundamentos de métodos acústicos utilizados na investigação de ambientes submersos rasos, como a batimetria, o sonar de varredura lateral e a perfilagem sísmica contínua, e exemplos de aplicações em projetos desenvolvidos pelo Instituto e por empresas e instituições de pesquisa do Brasil e do mundo. Além disso, o curso incluiu uma visita ao laboratório de Geofísica do IPT no programa e o manuseio de equipamentos - ecobatímetro, sonar de varredura lateral, chirp e boomer/sparker.

Ana Carolina Lavagnino, também aluna de pós-graduação da Universidade Federal do Espirito Santo, considera que o curso foi extremamente proveitoso. "Nós, que somos da área acadêmica, tivemos aqui no IPT a oportunidade de fazer contato com esse universo mais híbrido das aplicações. Para quem futuramente irá entrar no mercado de trabalho e até mesmo para quem já está nele, isso é muito importante", conclui ela.