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  27.04.18

Guia para setor imobilirio


IPT, Secovi e Aesas lançam manual de gerenciamento de áreas contaminadas direcionado a empreendedores


Atualizado em 23 de agosto

Em parceria com o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi) e a Associação Brasileira de Empresas de Consultoria e Engenharia Ambiental (Aesas), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou na manhã de quinta-feira, dia 26 de abril, um guia voltado ao setor imobiliário, cujo objetivo é a compreensão de todas as etapas necessárias ao gerenciamento de áreas contaminadas, desde a avaliação do terreno até a pós-aquisição, focando na viabilidade técnica e financeira do empreendimento.

O guia, intitulado ‘A produção imobiliária e a reabilitação de áreas contaminadas: contratação de serviços, responsabilidades legais e viabilidade de empreendimentos’, contém um mapeamento das atuais áreas contaminadas em São Paulo, metodologias de gerenciamento das áreas contaminadas pós-aquisição, orientações de critérios técnicos para contratação de serviços imobiliários e métodos de valoração de áreas para análise da viabilidade de empreendimentos imobiliários, com base em um balanço entre investimento e riscos.

Marcela de Araújo, do IPT, explica estrutura do guia de gerenciamento de áreas contaminadas durante evento
 
Segundo Marcela Maciel de Araújo, pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas e responsável no IPT pelo projeto, o guia foi pensado para ser acessível a um público leigo: “Nosso objetivo é orientar, sobretudo o pequeno e médio empreendedor, sobre o que são áreas contaminadas, que tipo de serviços executar, como avaliar uma consultoria para contratação e como mensurar a viabilidade do empreendimento que pretende desenvolver”.

Geraldo Amaral, diretor de controle e licenciamento ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), fez um histórico a respeito da evolução das diretrizes em relação ao gerenciamento de áreas de risco. “Quando se investe na recuperação das áreas, recursos naturais são economizados para que as gerações futuras tenham mais qualidade de vida. O conhecimento técnico disposto nesse manual é de fundamental importância para o estabelecimento de critérios claros no processo de gerenciamento, garantindo que os procedimentos e ações de trabalho sejam realizados com segurança à população”, defendeu.

O evento contou ainda com a participação de Rivaldo França de Mello Júnior, da Aesas, e Rodrigo Bicalho, do Secovi, que falaram, respectivamente, sobre os aspectos técnicos e jurídicos do manual. Ao final, uma mesa de debate foi aberta com membros de todas as instituições, que comentaram o documento e responderam às dúvidas do público, composto porrepresentantes de empresas e entidades governamentais e ambientais.

O documento foi distribuído durante o evento e pode ser acessado online gratuitamente.