Pgina inicial do IPT   >  Notícias

Notcias


compartilhe


  22.10.18

Geofsica aplicada


Curso de cinco dias oferecido pela segunda vez no IPT tratou da investigação de ambientes submersos rasos


Promovida pela Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a segunda edição do curso de geofísica aplicada à investigação de ambientes submersos rasos aconteceu entre os dias 15 e 19 de outubro e trouxe 25 participantes ao campus do Instituto, entre profissionais, professores e alunos universitários.

Luiz Antônio Pereira de Souza, pesquisador da seção, ministrava o curso em outras instituições há muitos anos e, a partir do interesse do público pelo tema, decidiu realizá-lo pela primeira vez no IPT em 2017. A receptividade positiva colocou o curso na grade fixa dos treinamentos oferecidos pelo Instituto.
Fundamentos de métodos acústicos utilizados na investigação de ambientes submersos rasos, como a batimetria, o sonar de varredura lateral e a perfilagem sísmica contínua, foram tratados no curso
 
"Não existem treinamentos específicos sobre o assunto em oferta nas universidades e instituições de pesquisas brasileiras. A experiência do IPT em trabalhos com instrumentos de investigação de águas rasas é algo para compartilhar com graduados e estudantes", explica ele.

Os assuntos tratados nos cinco dias de curso foram os fundamentos de métodos acústicos utilizados na investigação de ambientes submersos rasos, como a batimetria, o sonar de varredura lateral e a perfilagem sísmica contínua. Exemplos de aplicações em projetos desenvolvidos pelo IPT e por empresas e instituições de pesquisa do Brasil e do mundo também foram incluídos na programação.

Além disso, o curso incluiu uma visita ao laboratório de Geofísica do IPT no programa e o manuseio de equipamentos, como o ecobatímetro, o sonar de varredura lateral, o chirp e o boomer/sparker. “O conteúdo programático permaneceu praticamente o mesmo em relação a 2017, tendo apenas sido atualizado como consequência da minha participação em feiras internacionais, bancas em universidades, novidades nos softwares, e novos projetos do IPT e de outras empresas desenvolvidos no período entre 2017 e 2018”, explica Souza.

Para Rafael Fernandes, graduado em Engenharia Geológica pela Universidade Federal de Pelotas e funcionário da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), o conteúdo do curso será útil para atender às demandas em execução da instituição: “Estamos fazendo alguns estudos de zoneamento ambiental no Rio Grande do Sul que envolvem a geofísica e os levantamentos sísmicos. Como o curso é diretamente aplicado a estes trabalhos, fiz a inscrição para aumentar meus conhecimentos e ter contato com uma série de softwares. Resgatei um conteúdo ao qual tive acesso durante a minha formação”, afirma ele. “Ao final, o curso atendeu tanto às expectativas – eu diria que foi até além do que eu esperava – que o indiquei a colegas”.

Camilla de Souza Gato, formada em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Itajubá e autônoma, trabalha atualmente em projetos envolvendo o segmento de dragagem portuária e de obras marítimas e se interessou pelo curso pelo fato de o tema ter bastante aplicação na área de meio ambiente: “O conteúdo é útil não apenas para estudos que envolvem a investigação e a avaliação da topografia de fundo, mas também para aplicações na área de engenharia ambiental como um todo, ou seja, não apenas para os setores marítimo e fluvial”, explica ela. “Tive contato com softwares e programas que não conhecia e também com as formas de interação com os dados coletados durante um projeto, o que permitirá utilizar minimamente essas ferramentas em levantamentos e trabalhos que envolvam as técnicas ministradas durante o curso”.

Outro participante, o aluno do último semestre de Engenharia Geológica na Universidade Federal de Pelotas, João Mateus Marão Domingues, soube da abertura de inscrições para o treinamento pela sua orientadora do trabalho de conclusão de curso: “Conversei com ela sobre o meu interesse na área de geofísica e fui atrás das informações do curso. Havia tido contato com alguns temas oferecidos durante a graduação, mas muitos deles ainda não. Pretendo agora aprofundar meus conhecimentos na área de geofísica, o que pode acontecer no caso do mestrado, por exemplo”.