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  19.12.18

Cadeia produtiva da cermica


IPT entrega estudo da cadeia produtiva da indústria cerâmica à Secretaria de Energia e Mineração


Com informações da Secretaria de Energia e Mineração

O Brasil possui um dos maiores parques cerâmicos do mundo: com uma produção diversificada, contemplando praticamente todos os segmentos da indústria cerâmica tradicional, o estado de São Paulo concentra parcela importante desse setor industrial brasileiro, com destaque para os produtos de cerâmica vermelha, revestimentos e sanitários. Para garantir a sustentabilidade e atendimento da demanda das matérias-primas utilizadas pelo setor, a Secretaria de Energia e Mineração contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para elaborar um diagnóstico técnico-econômico da indústria cerâmica no estado.

“São 1.300 empresas gerando 35 mil empregos diretos.
Cerimônia de entrega do relatório contou com a presença (da esq. para dir) de Cabral Jr, Meirelles e Agostinho Tadashi Ogura, diretor de inovação e negócios do IPT. Crédito foto: Secretaria de Energia e Mineração
 
O levantamento servirá para orientar as ações da iniciativa privada e do setor público”, disse o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles. Ao todo, foram investidos R$ 300 mil no trabalho que foi divulgado na terça-feira, 18 de dezembro, na sede da secretaria.

O relatório intitulado 'Estudo Estratégico da Cadeia Produtiva da Indústria Cerâmica no Estado de São Paulo' aponta algumas carências de matérias-primas utilizadas pela indústria cerâmica no estado, como o feldspato, talco, argilas plásticas e caulim.

Há um consumo elevado de matérias-primas minerais pelo setor cerâmico e a expectativa é de elevação da demanda para os próximos anos. “Somente as indústrias de cerâmica vermelha e de revestimento consomem anualmente mais de 23 milhões de toneladas de argila e de outros minerais industriais cerâmicos como caulim, filito, feldspato e rochas feldspáticas, rochas carbonáticas e talco”, comentou o coordenador do estudo e geólogo do IPT, Marsis Cabral Jr.

Foi identificado que uma das substâncias com expectativa mais elevada de expansão é a argila plástica, cuja demanda será ditada pela dinâmica da produção de porcelanato no estado. Para se exemplificar o impacto que o crescimento do consumo da argila pode provocar no mercado produtor mineral, concretizando o cenário mais otimista, o acréscimo de consumo anual no final de 12 anos será da ordem de 450 mil toneladas/ano. Considerando que as minas atuais já operam, em grande parte, em plena capacidade e possuem pequenas reservas, para fazer frente a esse aumento na demanda seriam necessárias cerca de dez novas minas em operação, calcula o pesquisador.

O estudo mostra a necessidade de algumas ações estruturantes, consideradas estratégicas para o aprimoramento do suprimento mineral do parque cerâmico paulista, destacando-se a realização de levantamentos geológicos e prospectivos que embasem a identificação de novas jazidas de minerais cerâmicos, apoio ao fortalecimento dos arranjos produtivos locais (APLs) minerocerâmicos, estudos de desenvolvimento tecnológico de depósitos, com o incremento de práticas de caracterização tecnológica e de beneficiamento, e fomento à implantação de mineradoras comuns e de centrais de massa.

MINERAÇÃO NO ESTADO - O estado de São Paulo é o maior consumidor de insumos da cadeia de construção e o terceiro maior produtor de bens minerais do País. O estado também é o maior produtor de equipamentos e insumos para a indústria mineral, empregando mais de 200 mil trabalhadores.

Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o estado possui mais de três mil áreas habilitadas para atividade de mineração, com 95% de produção em areia, brita, calcário e argila. Só a Região Metropolitana de São Paulo recebe, diariamente, mais de nove mil carretas de areia e brita. Diferentemente de outros estados, predominantemente exportadores, São Paulo é o destino final destes insumos.

Para acessar o levantamento completo, clique no link abaixo: