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  10.01.19

Novos materiais na aeronutica


IPT participa de consórcio internacional para desenvolver base de conhecimento em tecnologia de compósitos


A caracterização das propriedades mecânicas de um material compósito será o escopo do trabalho do Laboratório de Estruturas Leves do IPT na primeira fase do consórcio SPIRIT, criado em 2017 como uma iniciativa conjunta entre a empresa holandesa TenCate Advanced Composites e diversos fornecedores aeroespaciais e institutos educacionais em todo o Brasil.

O objetivo é desenvolver uma base de conhecimento regional em tecnologia de compósitos termoplásticos para a próxima geração de aeronaves – a denominação SPIRIT é um acrônimo para São Paulo Initiative on Research Into Thermoplastic composites.
Empresas, instituições de ensino e institutos de pesquisa foram escolhidos com base na proximidade (cidade de São José dos Campos) e no interesse pelo uso de compósitos para o setor aeronáutico
 
Além da TenCate, o Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Holanda, representado pela diretora executiva Petra Smits, dá apoio às iniciativas do consórcio.

Participam também do consórcio a Embraer, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Alltec (indústria de componentes em materiais compósitos). “As empresas, instituições de ensino e institutos de pesquisa foram escolhidos com base na proximidade [cidade de São José dos Campos] e no interesse pelo uso da tecnologia de materiais compósitos termoplásticos para o setor aeronáutico”, explica o pesquisador Vitor Luiz Reis, do Laboratório de Estruturas Leves.

Segundo o pesquisador, esta é uma iniciativa inédita no Brasil, especialmente para o mercado de materiais compósitos termoplásticos: “Além de reunir as principais empresas e instituições de ensino e pesquisa que atuam no setor aeronáutico, a TenCate trouxe um material novo desenvolvido com o foco de aplicação em aeronaves”, explica ele. A TenCate, que atua na área de compósitos avançados utilizados na indústria aeronáutica, espacial, automotiva e óleo & gás, está fornecendo para o projeto um material compósito em fibra de carbono que utiliza uma nova matriz termoplástica – ele é oferecido na forma de chapas (laminados) que serão utilizadas na caracterização das propriedades mecânicas pelo laboratório do IPT.

Os participantes optaram por iniciar a parceria com um projeto de curta duração, com objetivos bem definidos, afirma Reis: “A caracterização de matéria-prima está entre as atividades previstas no escopo do estudo e deve ser finalizada ao longo de 2019. Acreditamos na continuidade da iniciativa, contemplando os desdobramentos do desenvolvimento, como ações na formação de recursos humanos, publicações científicas e projetos de P&D”.