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  17.05.10

Normalizao tcnica para as Amricas


Pesquisador do IPT participa de reunião para discussão de norma única de eficiência energética em eletrodomésticos


Eficiência energética foi um dos principais temas debatidos na última assembleia geral da Comissão Pan-Americana de Normalização Técnica (Copant), realizada no final do mês de abril na Cidade do México. O pesquisador Douglas Messina, do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do IPT, apresentou no evento o procedimento desenvolvido no Brasil para determinar a eficiência energética em eletrodomésticos, que poderá em breve ser adotado em todos os países das América do Norte, Central e do Sul como uma norma Copant.

A normalização praticada hoje no Brasil pela ABNT, assim como em diversos países da América do Sul, é baseada nas normas europeias da International Electrotechnical Commission (IEC), enquanto a América do Norte usa as normas estabelecidas por associações como National Electrical Manufacturers Association Collection (NEMA) e Underwriters Laboratories (UL). “Por conta da globalização, o objetivo da comissão é estabelecer uma norma harmonizada, única, com procedimentos de eficiência energética em eletrodomésticos para toda a América”, explica o pesquisador.

Assembleia do Copant reuniu representantes de 15 países das Américas, além de Espanha e França
 

O procedimento desenvolvido no Brasil, que contou com a colaboração do IPT em sua formulação, está sendo submetido à consulta pública para todos os órgãos normativos dos países que integram a comissão. O laboratório do qual Messina faz parte é o único credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) para a execução de ensaios de desempenho, eficiência energética e segurança elétrica em aquecedores residenciais de água, como chuveiros e torneiras elétricas. Os resultados dos testes são utilizados para o desenvolvimento de produtos e para o fornecimento de informações aos consumidores sobre as suas características.

A resposta final para a validação deverá ser conhecida em até quatro meses. “Caso um fabricante tenha a intenção de vender seus produtos em qualquer país das Américas, ele poderá então adotar as novas regras para verificar a adequação de seu produto. Ele também poderá usar uma etiqueta de eficiência energética, em um modelo semelhante ao do selo Procel, que é concedido pela Eletrobras aos produtos de eficiência energética diferenciada”.

Participaram da assembleia este ano 15 países das Américas (Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, EUA, Jamaica, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela), além de Espanha e França.

NOVAS COMPETÊNCIAS – Messina tratou também na assembleia da metodologia que está sendo estabelecida para as operações do novo simulador solar do IPT, destinado ao desenvolvimento de tecnologias alternativas de energia. Os procedimentos em desenvolvimento têm como objetivo estabelecer normas para a verificação da eficiência energética de todo o sistema, incluindo as placas coletoras e reservatórios térmicos, em um momento de discussão do uso das chamadas energias renováveis. O equipamento foi adquirido na Alemanha dentro do projeto de modernização do Instituto.

Poucos países dispõem de simuladores e, na América do Sul, o único equipamento existente está instalado em Minas Gerais. “O simulador do IPT será mais versátil, permitindo a execução de ensaios não somente de eficiência dos coletores, mas também dos sistemas construtivos. Estamos fazendo uma adequação na edificação do laboratório para instalação do equipamento, que ocorrerá provavelmente no próximo mês de agosto. A intenção é que o equipamento seja usado primeiramente para a prestação de serviços e, em seguida, para ações de P&D”, explica o pesquisador.

Avaliação do sistema de aquecimento solar instalado em Cafelândia (SP)
 

A instalação do simulador irá significar a entrada de novas competências para o Instituto, que já conta com trabalhos desenvolvidos para uso de energias alternativas. As aplicações de energia solar no Brasil mencionadas na apresentação do pesquisador do IPT atraíram a atenção dos participantes do México, em especial o uso da energia solar para chuveiros híbridos em habitações populares: a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) comprou a ideia de um sistema híbrido em 2005, o IPT fez os testes de laboratório e em campo e, com apoio dos fabricantes, chegou-se a um produto que conta com o pré-aquecimento solar e um chuveiro de menos potência e consumo. Hoje, o IPT monitora um conjunto habitacional na cidade de Cafelândia (SP), onde a CDHU instalou 50 equipamentos de aquecimento solar.