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  22.10.10

Reso de gua


IPT deposita pedido de patente inovador com projeto de aluno do mestrado profissional em Tecnologias Ambientais


Uma pesquisa produzida em 2009 para o desenvolvimento de soluções para o aproveitamento de água pluvial em edificações possibilitou o pedido de patente de um dispositivo compacto que reúne filtração e descarte da primeira chuva. O trabalho é a dissertação de mestrado do aluno do mestrado profissional do IPT da área de Tecnologias Ambientais, o arquiteto Francisco Cilento, sob orientação dos pesquisadores Wolney Alves e Luciano Zanella, do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Instituto. O pedido de patente, com titularidade do IPT e Cilento como inventor da pesquisa, foi publicado no dia 28 de setembro, na Revista do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
Aproveitamento de água pluvial em edificações possibilitou pedido de patente ao IPT
 

O projeto teve como objetivo a possibilidade de implantação do dispositivo em edificações já existentes com o mínimo de intervenção nas estruturas e acabamentos. Além das telas dispostas em paralelo com malhas distintas para a remoção dos sólidos da água, o sistema conta com diferenciais em relação ao estado da técnica: as válvulas mecânicas e automáticas para regulagem da entrada e saída de água do reservatório de acumulação da primeira chuva.

A válvula de entrada do reservatório de descarte da primeira chuva baseia-se em uma portinhola que possui em sua extremidade uma barra de elemento flutuante. Assim que o nível do reservatório de água de primeira chuva atinge o nível máximo de projeto, a portinhola é fechada e a água é encaminhada para o reservatório. O uso previsto para a água coletada por esse sistema é limpar pisos e fachadas e regar jardins, mas o uso pode ser estendido para a lavanderia e banheiros com interferências nas instalações hidráulicas existentes do edifício.
Protótipo do equipamento para filtragem e descarte da primeira chuva - Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do IPT
 

Na várzea do Rio Pirajussara, na cidade de São Paulo, Cilento avaliou as edificações existentes para verificar a disponibilidade de implantação de um sistema para armazenamento de água de chuva. Foram analisadas seis áreas distintas ao longo da várzea e cerca de 500 imóveis. “Apoiado nas experiências dos meus orientadores, avaliei os dados da pesquisa de campo e o estado atual da arte para desenvolver uma tecnologia 100% nacional para aproveitamento de água de chuva, testada no laboratório do IPT com ótimos resultados”, afirma.

Indústrias e setores da construção civil poderão produzir o sistema, que é inexistente no Brasil. Os filtros utilizados no país atualmente são de tecnologia alemã.