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  14.12.10

Metodologia em construo


Qualificação do trabalho no canteiro de obras virou dissertação no Mestrado do IPT e, agora, livro


O engenheiro civil Gabriel Regino, formado pelo Mackenzie, cursou o Mestrado Profissional do IPT em Habitação: Planejamento e Tecnologia no período de 2007 a 2009. Sua dissertação acaba de virar livro pela Editora Pini, sob o título “Como qualificar mão-de-obra na construção civil: metodologia para atualização profissional no canteiro de obra”. “Meu objetivo é apresentar ideias para discussão, receber críticas, contribuições e compartilhar conhecimento”, diz Gabriel.
Gabriel Regino realizou mestrado profissional do IPT na área de Habitação
 

Depois de trabalhar em três construtoras na cidade de São Paulo, na última delas, a Petronilho Consultores Associados, o engenheiro conheceu o consultor Edson Petronilho. “Renomado, com mais de três décadas no mercado nacional da construção e visionário, ele me sugeriu estudar a qualificação da mão-de-obra, um gargalo importante no setor”. Gabriel juntou as experiências que obteve nas construtoras e obras ao conhecimento de profissionais como Petronilho e Ércio Thomaz, que foi seu professor e orientador no IPT, além de colegas de escritório e de canteiro de obras, para formular um método que permitiu muitas avaliações, até chegar a uma metodologia adequada. “Hoje acredito que qualificação é uma obrigação no mercado. Não tem meia medida, é fazer ou não”, afirma.

Para Gabriel, as empresas querem ter retorno financeiro desse tipo de investimento e a qualificação torna-se retorno garantido em qualidade e competitividade. Seu método vivencia a obra, com foco na área do cimento em todos os seus aspectos, “mas atendemos também a outros desafios da obra”. Do lado do profissional, o trabalho busca a qualificação socioeducacional. “Neste aspecto somos proativos, não esperamos que as soluções venham, por exemplo, do governo. O método contempla cinco temas que fazem a junção entre o profissional e o socioeducacional: fundamentos técnicos; aspectos administrativos; relacionamento; organização; liderança”.

O método proposto por Gabriel derruba a barreira entre corpo técnico e canteiro de obra. “O profissional da construção tem hora para entrar mas não para sair. Por isso elaboramos uma maneira de atuar no horário comercial, mas sem interferir no andamento da obra. Trabalhamos com um mestre e dois encarregados, uma tarde por semana um desses profissionais vai para a sala de aula, enquanto os outros tocam a obra”. Oferecem material de suporte e contatos diretos com projetistas e pesquisadores e realizam avaliações teóricas e práticas. Para isso utilizam o software PAM (Programa de Auxílio ao Método) que acompanha o livro. “Recomendamos às empresas que não terceirizem mestres e encarregados. Aos oficiais de obra ministramos treinamentos no canteiro, mantemos uma relação semi-direta com eles, enquanto prospectamos profissionais com potencial para tornarem-se mestres e encarregados”.

Segundo Gabriel, o IPT foi fundamental na sua formação e continuará sendo pelas parcerias que continuam vivas. “Desde o colégio técnico que cursei na Unesp, sempre procurei uma instituição de ensino reconhecida. O IPT foi muito marcante para mim, permitiu-me idealizar um projeto que virou livro. Oferecem um mestrado dinâmico, sério e contatos com profissionais de primeira linha. Aprendi muito e fiz amigos, no mercado não há nada igual.”