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  03.02.11

Sustentabilidade qumica


Laboratório de Corrosão do IPT completa um ano da instalação de sistemas para tratamento de inorgânicos e solventes


A estação de tratamento de efluentes do Laboratório de Corrosão e Proteção (LCP) acaba de completar um ano de funcionamento com um total de 20 mil litros de resíduos tratados. A instalação foi construída no IPT graças ao investimento da Petrobras na modernização da unidade do Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos (CINTEQ) e consegue hoje realizar o tratamento de 100% dos materiais inorgânicos – ácidos e alcalinos – gerados em ensaios do laboratório. O investimento aproximado para as obras e equipamentos da estação foi de R$ 250 mil.

O sistema é composto basicamente de quatro pias de coleta seletiva, dois reservatórios (um para alcalinos e cianetos, e outro para ácidos e soluções contendo cromo hexavalente), cada um deles com capacidade para armazenar até três mil litros, e um tanque de tratamento, no qual é feita a precipitação, a floculação e a decantação, para segregar o lodo da água.

Tratamentos dos efluentes alcalinos e ácidos são executados separadamente no laboratório do IPT
 


As amostras de água tratada são encaminhadas ao Laboratório de Análises Químicas (LAQ) para uma análise por espectrometria de emissão atômica, que irá quantificar os elementos presentes na água. O lodo é transferido para um leito de secagem no qual, por meio de filtros, é removido o restante da água. O resíduo sólido final é então encaminhado para cuidados em uma empresa terceirizada.

Segundo os responsáveis pela estação de tratamento no LCP, Maria Elisângela Silva e Rafael Augusto Camargo, a proposta da estação é seguir os padrões legais estabelecidos pela Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 357/05. Os resultados encontrados no primeiro ano de funcionamento atenderam a legislação vigente. Além do laboratório do CINTEQ, o LAQ também está utilizando a estação para tratamento de seus efluentes inorgânicos.

REÚSO DE SOLVENTES – A instalação do sistema de tratamento dos solventes empregados em ensaios foi simultânea à dos materiais inorgânicos, com um diferencial: o material destilado é reaproveitado dentro do próprio Laboratório de Corrosão e Proteção do IPT. Segundo Sérgio Abud Filho, pesquisador responsável pelo projeto, o etanol e o acetona são os dois principais compostos submetidos à destilação para reúso na limpeza de vidrarias e bancadas de ensaios.

Ao contrário da estação para tratamento dos inorgânicos, o custo para implantar o sistema de reaproveitamento dos solventes foi baixo – segundo o pesquisador, a energia elétrica é responsável pelo maior dispêndio. Foram compradas duas mantas de aquecimento, termômetros e as vidrarias necessárias para a destilação, como balões volumétricos e condensadores de refluxo. Cada conjunto é dedicado a uma categoria de solvente. Também empregado na operação, o equipamento de banho termostático já estava disponível no laboratório.

O volume de material destilado por semana é de dez a 15 litros, o que é suficiente para o uso diário no próprio laboratório. “Esta é uma ideia bastante simples e barata, que eliminou os custos com o tratamento por uma empresa terceirizada e reduziu as despesas com a compra dos materiais destinados à limpeza”, explica Abud.