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  18.02.11

Monitoramento estrutural


Estágio na Alemanha traz novas competências ao IPT para detecção de danos em estruturas


O físico João Carlos Sávio Cordeiro, do Laboratório de Equipamentos Mecânicos e Estruturas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), realizou um estágio de cinco meses no Fraunhofer Institute for Non-Destructive Testing, o IZFP-D, para estudo da técnica de monitoramento de saúde estrutural. A capacitação do pesquisador no centro alemão localizado em Dresden ocorreu entre os meses de maio e outubro de 2010 dentro do Programa de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE), criado no final de 2008 para treinamento do corpo técnico e financiado pela Fundação de Apoio ao IPT (FIPT).

O monitoramento de saúde estrutural (SHM, de Structural Health Monitoring) é uma técnica que emprega a supervisão contínua, em tempo real, para estabelecer a condição das regiões críticas de estruturas. É uma ferramenta empregada para detectar alterações na integridade de componentes técnicos em uma ampla gama de aplicações, como dutos de petróleo, pontes e fuselagens de aviões – é possível encontrar sistemas aplicados a trens que monitoram continuamente as rodas para indicar o surgimento de defeitos que poderiam causar graves acidentes.

João Carlos: monitoramento de saúde estrutural foi o tema do estudo no Instituto de Ensaios Não-destrutivos em Dresden
 


“Em meu estágio na Alemanha, tive contato com o emprego do monitoramento em ensaios ferroviários, que é uma das áreas de competência no IPT, mas não estava preocupado em conhecer o emprego das soluções apenas nos setores em que já trabalhamos no laboratório”, afirma Cordeiro. “Conheci equipamentos e metodologias que são aproveitados no monitoramento de dutos, e também técnicas aplicadas a estruturas fabricadas em materiais compósitos. Essas aplicações são realidade em grande escala na Europa nos geradores eólicos e aviões, por exemplo, e estão emergindo no Brasil”.

O pesquisador também participou do desenvolvimento de um protótipo de gerador elétrico que funcionava a partir da vibração a que era submetido. O objetivo do trabalho era fornecer energia aos chamados nós sensores, que são dispositivos autônomos equipados com capacidades de processamento e comunicação.

O monitoramento de saúde estrutural é uma competência ainda incipiente no Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos (CINTEQ), onde está localizado o laboratório do pesquisador, pois está voltado a uma ação contínua e de longa duração – atualmente, os trabalhos do centro estão voltados a atender demandas em curto prazo, que se encerram com a entrega do relatório.

“Realizamos algumas experiências inéditas nos últimos três anos, como a instalação de equipamentos de eletrônica embarcada em trens de carga para monitorar uma série de parâmetros durante seis meses. Isso fugiu dos ensaios padrão feitos no laboratório do IPT”, explica o pesquisador. “Planejamos executar testes sob esse conceito de monitoramento, com equipamentos autônomos que permaneçam continuamente associados à estrutura que se deseja avaliar, inclusive com a colaboração de parceiros com os quais tive contato durante o estágio”.