Pgina inicial do IPT   >  Notícias

Notcias


compartilhe


  23.03.11

Desafios da microfludica


Jornada IPT-Fraunhofer aborda tecnologias de controle de partículas em processos na saúde e indústria


Os próximos desafios para a evolução da microfluídica, ciência que desenvolve dispositivos como bombas e válvulas para o controle de vazão de líquidos em pequena escala, é a manufatura de equipamentos que permitam cada vez mais controlar a forma e o tamanho das partículas, aumentando a eficiência e as aplicações de suas técnicas, indicou hoje a pesquisadora Maria Helena Ambrosio Zanin, do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), durante a manhã do segundo dia de workshops da 1ª Jornada IPT-Fraunhofer, realizada na Cidade Universitária.
Maria Helena Ambrosio Zanin falou sobre as perspectivas de desenvolvimento da tecnologias de manipulação de partículas
 

A microfluídica pode ter aplicações nas indústrias alimentícias, têxtil, agroquímica, cosmética e farmacêutica, entre outras. Na palestra de Maria Helena, o tema foi abordado no contexto das tecnologias de encapsulação de partículas – processo que adota diferentes técnicas para recobrir e proteger partículas que depois passam a ter liberação controlada. Essa tecnologia é aplicada, por exemplo, para medicamentos que precisam agir em determinadas regiões do corpo no tratamento de câncer e outras doenças – nesses casos, o medicamento é liberado somente quando atinge a área afetada. Outro exemplo de aplicação ocorre na indústria agroquímica, evitando que o ser humano tenha contato com agentes químicos na aplicação de produtos.

O IPT está atualmente concluindo as instalações de seu novo prédio de bionantotecnologia, que vem recebendo R$ 46 milhões de investimento para dispor aos seus pesquisadores de uma nova infraestrutura laboratorial atualizada em áreas que hoje são estratégicas na produção de conhecimento científico. O prédio, que conta com 8 mil metros quadrados, terá uma sala limpa com nível 100, uma das categorias mais elevadas em termos de proteção a partículas em suspensão, e trabalhará com pressão positiva justamente para criar as condições necessárias à micromanufatura de equipamentos, permitindo maior avanço aos projetos de microfluídica.

Os trabalhos desta manhã no workshop contaram também com exposição do pesquisador Markus Herz, do Instituto Fraunhofer de Tecnologias Modulares de Estado Sólido (EMFT), em Munique (Alemanha). Herz falou sobre a manufatura de microbombas e microválvulas e de suas vantagens em processos industriais. Falou também das tecnologias disponíveis e como elas vêm evoluindo, sobretudo com a aplicação de atuadores de silício em microbombas. Essa é uma área do conhecimento em que as investigações estão bastante avançadas na Alemanha.