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  31.03.11

Estudo de rvores centenrias


Parceria envolvendo AES Eletropaulo, IPT e AME Jardins fará estudo de 2.200 árvores em bairro da capital


O objetivo do estudo, segundo seus idealizadores, é preservar espécies centenárias como Tipuana, Sibipiruna, Pinheiro e Palmeira num dos bairros mais arborizados da capital paulista, a região dos Jardins. Para isso, a AES Eletropaulo, o IPT e a associação AME Jardins fecharam parceria para diagnosticar as condições de 2.200 árvores. O projeto começa no mês de abril e avaliará exemplares nas avenidas Brigadeiro Faria Lima, Rebouças e 9 de Julho, além da rua Estados Unidos.

O IPT realizará o diagnóstico das árvores, utilizando, pela primeira vez, duas metodologias. Uma delas é a “Avaliação Visual de Risco”, método utilizado pela AES Eletropaulo e que identifica o grau de risco das árvores em relação à rede de distribuição de energia elétrica. A outra é a “Metodologia de Diagnóstico para Análise de Risco de Queda de Árvores”. Este método foi desenvolvido pela equipe do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT, que faz um levantamento das características da espécie, avalia as condições internas da árvore para verificar a presença de fungos e outros agentes biodeterioradores, identificando o grau de deterioração da vegetação. Na quarta-feira, dia 30 de março, a AME Jardins promoveu um encontro entre autoridades, moradores e representantes das instituições responsáveis pelo projeto para esclarecimentos.
O IPT realizará o diagnóstico das árvores, utilizando, pela primeira vez, duas metodologias
 

A conclusão do estudo está prevista para dezembro deste ano. O relatório será entregue pela AME Jardins à Prefeitura Municipal de São Paulo, com sugestões de manejo, poda, monitoramento de espécies e, principalmente, o mapeamento dos casos mais críticos e que oferecem risco de queda. A AES Eletropaulo investe meio milhão de reais nesta iniciativa. Utilizará o diagnóstico para programar a poda de árvores com galhos próximos da rede elétrica nos Jardins.

Em janeiro deste ano, 35 árvores caíram na região durante as chuvas. A queda de galhos e árvores na rede elétrica é responsável por 52% das interrupções de energia registradas na área de concessão da distribuidora. “Esse projeto contribuirá para a preservação de árvores históricas e importantes para toda a cidade de São Paulo. Com o uso das duas metodologias, a ação possibilitará um diagnóstico ainda mais eficaz, além de melhorar o fornecimento de energia”, disse Jorge Luiz Busato, Vice-Presidente da AES Brasil. A vegetação dos Jardins é tombada pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.