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  05.04.11

Capacitao no exterior


Programa de aprimoramento de pesquisadores e técnicos do IPT completa dois anos


O Programa de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE), lançado em 2008, é financiado pela Fundação de Apoio ao IPT (FIPT), e tem o objetivo de enviar pesquisadores e técnicos para aprimoramento no exterior nas áreas de atuação e de interesse do Instituto. Até 2010, 21 pesquisadores dos mais diversos segmentos retornaram de países como Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Portugal e Reino Unido, trazendo para São Paulo os mais avançados conhecimentos tecnológicos do mundo.

"A oportunidade de interagir e aprender com pesquisadores de renomadas instituições no exterior é única e trouxe muitos benefícios. O contato para parcerias, o aprendizado para aplicação em trabalhos do instituto e o conhecimento de como questões relevantes vem sendo abordadas pela comunidade de outros países é um estímulo à carreira do pesquisador", afirma Amarilis Gallardo, pesquisadora do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (CETAE), que foi ao Reino Unido fazer pós-doutorado na University of East Anglia.
Pesquisadores retornaram de países como Alemanha, Espanha, EUA, Itália, Japão, Portugal e Reino Unido
 

A FIPT fornece ajuda de custo aos treinamentos, cursos e estágios, baseada nas tabelas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Também custeia despesas de viagem para o pesquisador e seu cônjuge, auxílio-estadia, seguro-saúde e auxílio instalação, o que proporciona mais equilíbrio, qualidade de vida, segurança e empenho para o pesquisador realizar seus estudos. O vínculo empregatício do pesquisador é mantido, garantindo seu salário mensal e outras vantagens estabelecidas em lei. "O PDCE foi um polivitamínico, uma injeção de estímulo para meu trabalho. Para ser competitivo o pesquisador precisa continuar estudando e sem o IPT eu não teria uma oportunidade como essa", disse Sandra Lúcia de Moraes, pesquisadora que atuou como visiting research scholar no Michigan Technological University, Estados Unidos, e trouxe ao IPT conhecimentos avançados em sua área de atuação.

O pesquisador contribui ainda para aprimorar as competências instaladas e aplicadas no Instituto para que haja uma melhoria contínua da qualidade dos processos, produtos e projetos, assim como a aquisição de novas capacidades ainda não instaladas.

Para participar do programa, o profissional precisa indicar a pesquisa a ser produzida ao diretor responsável pelo centro de pesquisa. Passada essa etapa, o projeto aprovado segue ao diretor de operações e negócios. Se confirmada a viabilidade, a proposta é enviada à coordenadoria de recursos humanos e à assessoria de relações internacionais, que finalizarão os trâmites de viagem – logística, vistos e parceria com a instituição anfitriã no exterior, entre outros.

Em 2009, por exemplo, foram assinados dois convênios de cooperação técnica com institutos alemães de tecnologia, o Fraunhofer Gesellschaft (FhG) e o Bundesanstalt Für Materialforschung und Prüfung (BAM), com vigência de cinco anos. Com diferentes formas de cooperação e intercâmbio, os acordos podem incluir a troca de informações técnicas, científicas e de mercado, além do desenvolvimento conjunto de novos projetos. Sérgio Abud Filho, assistente de pesquisa do Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos –CINTEQ – do IPT, realizou treinamento em nanotecnologia no Instituto FraunhoferGesellschaft na Alemanha para desenvolver uma metodologia de modificação química na superfície das nanopartículas.

Os convênios possibilitaram a cooperação entre os dois institutos e afinidades técnicas importantes, como afirma Eduardo Valle, gerente de Relações Corporativas do IPT. “Esta parceria tem fortalecido o surgimento de novas ideias e iniciativas entre os dois países. Neste ano as duas instituições fizeram um evento em conjunto no Brasil que fortaleceu ainda mais um dos papéis pró-inovação comuns ao IPT e aos institutos Fraunhofer, que é a aproximação entre universidades e empresas nos seus países.”