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  18.04.11

Desafios do CNPq


Glaucius Oliva, presidente do conselho, visita IPT e destaca papel da inovação em sua agenda de gestão


O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, visitou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) na sexta-feira, 15, para conhecer o projeto de modernização do Instituto. Oliva também falou sobre os indicadores e metas para sua gestão, de 2011 a 2014, e lembrou os 60 anos do CNPq, comemorados em 17 de abril.

O papel da inovação tecnológica na gestão de Oliva foi destaque nas conversas com a diretoria executiva e os diretores de centros do IPT. O presidente afirmou que hoje o desafio da pesquisa brasileira é introduzir a inovação na agenda de empresas e cientistas.

A inovação precisa deixar de ser uma palavra para ser um fato no cotidiano dos empresários e dos cientistas, segundo Oliva.
Glaucius Oliva conheceu as instalações do Centro de Engenharia Naval e Oceânica do IPT
 
“Para atingirmos esse objetivo, é necessário mudar paradigmas, principalmente os relacionados à avaliação”, afirmou. “Temos que valorizar as atividades de inovação, assim como demos valor às atividades científicas no passado e conseguimos avançar o país de forma expressiva na produção científica, mas não progredimos como necessário na área de inovação tecnológica. Queremos ‘acertar’ os nossos indicadores de avaliação para que a inovação tenha o peso necessário e estimule as pessoas a se envolverem com o conceito”.

Oliva afirmou que os desafios para a ciência e tecnologia no Brasil passam pela transformação do conhecimento em serviços para a sociedade. “Precisamos traduzir toda esta base em ganhos para o país e identificar, por meio dos processos de inovação, as portas para o futuro”, disse. Para chegar a esta meta, ele explicou que a ciência brasileira deverá se voltar aos grandes problemas nacionais, ser elaborada com qualidade e estar aberta ao cenário internacional, com foco em temas multidisciplinares e uma postura aberta de comunicação entre cientistas, pesquisadores e sociedade.

 
  • Visita do presidente do CNPq aos laboratórios do Instituto
 


Em sua primeira visita ao IPT como presidente do CNPq, Oliva conheceu as novas instalações do Centro de Engenharia Naval e Oceânica, do Laboratório de Corrosão e Proteção e do Laboratório de Análises Químicas, acompanhado pela diretoria executiva. “Pelo fato de o Instituto conseguir conversar com o mercado para validar ideias, eu vejo que este é um modelo a ser adotado no país, tal como acontece no setor agropecuário com a Embrapa”, afirmou. “O IPT é um paradigma que deve ser replicado no país para que entremos realmente no primeiro mundo, e consigamos traduzir conhecimento em inovação”.

Entre as próximas ações a serem tomadas pelo CNPq e que poderão beneficiar o IPT, está em discussão a criação do programa Profix, para fixação dos pesquisadores de institutos estaduais de pesquisas em uma parceria das administrações federal e dos Estados.