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  20.04.11

Proteo das guas


Pesquisador do IPT discute projeto para preservação e uso do Sistema Aquífero Guarani em seminário na Cetesb


Ferramenta de subsídio para a elaboração do primeiro Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental destinado à proteção de um manancial subterrâneo no Estado de São Paulo, o estudo do Sistema Aquífero Guarani foi um dos temas do Seminário “Utilização e Proteção das Águas Subterrâneas”, realizado em 18 de abril na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O projeto tem como objetivo compatibilizar ações de preservação e proteção do maior reservatório de águas subterrâneas do estado (143 mil km2) com os usos urbanos e agrícolas, em um momento de aumento da exploração dos recursos para o abastecimento público – atualmente, mais de 100 municípios utilizam sua água.

O pesquisador José Luiz Albuquerque Filho, do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do IPT, apresentou no evento como foi desenvolvido o diagnóstico ambiental em uma área pré-determinada de proteção e recuperação de mananciais com 26 mil km2, na qual estão incluídos 105 municípios. Com a colaboração do Serviço Geológico do Brasil e o Instituto Geológico, os trabalhos em campo incluíram a visita em 344 de 610 poços tubulares cadastrados, para a coleta de dados a serem usados na avaliação do perigo de contaminação do aquífero.

Por meio do cruzamento de dados provenientes do mapeamento da vulnerabilidade natural e da classificação de fontes potenciais de contaminação, foi elaborado um mapeamento do perigo de contaminação.
Aquífero Guarani é o maior do Estado de São Paulo, com uma área de 143 mil quilômetros quadrados sob terras agricultáveis e rodovias
 
A classificação das fontes pontuais (que podem atingir o aquífero através de um ponto) e difusas (que podem contaminar áreas extensas) foi feita de acordo com o potencial de carga, que pode ser elevado, moderado e reduzido. O perigo de contaminação por atividades agrícolas, por exemplo, mostrou-se alto em 2,2 mil km2 dos 26 mil km2 analisados.

Albuquerque ressaltou em sua apresentação que o mapeamento da vulnerabilidade em São Paulo, que foi concluído em dezembro de 2010, representa parte da zona de afloramento do Aquífero Guarani no Brasil e deve auxiliar os mapeamentos nas demais regiões. “Os estudos devem servir de suporte para a tomada de decisão dos gestores ambientais, dos recursos hídricos e do planejamento territorial e urbano, a fim de impedir a contaminação em áreas vulneráveis e auxiliar o direcionamento da ocupação territorial”, afirmou ele.