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  15.06.11

Biotecnologia premiada


Profissional do IPT recebe prêmio da Petrobras por mestrado em produção de etanol de segunda geração


O engenheiro bioquímico Marcelo Brant Wurthmann Saad, do Laboratório de Biotecnologia Industrial do IPT, foi um dos 21 estudantes de graduação, mestrado ou doutorado vencedores da 5ª edição do Prêmio Petrobras de Tecnologia Engenheiro Antônio Seabra Moggi, entregue no dia três de junho no Rio de Janeiro. O pesquisador foi premiado na categoria Mestrado na área de “Tecnologia de Energia” com o trabalho “Modelagem Matemática, Dimensionamento e Avaliação Econômica de uma Unidade Industrial de Produção de Etanol de Segunda Geração”, desenvolvido na Escola de Engenharia de Lorena (EEL-USP) e defendido em maio de 2010. A categoria contempla estudos voltados ao uso racional das fontes energéticas existentes ou ao desenvolvimento de fontes renováveis alternativas de energia.

Pesquisas sobre o etanol de segunda geração são comuns em todo o mundo, mas o estudo do pesquisador teve como diferencial a abordagem técnico-econômica. “O trabalho foi dividido em duas partes: uma delas estava relacionada à modelagem matemática de reações químicas e bioquímicas no processo, com a geração de modelos para explicar as reações, e ao dimensionamento de uma planta industrial para este processo – esta foi a abordagem técnica”, explica Saad. “Na segunda parte, foi feita uma avaliação econômica, na qual foi calculado o custo do etanol por meio deste processo. Estudei o beneficiamento do bagaço de cana-de-açúcar, o processo biotecnológico e a fabricação do etanol, com o valor por litro fabricado”.
Marcelo (à esq.) e o orientador do mestrado, Adilson Roberto Gonçalves, da EEL-USP, no dia da premiação
 

O pesquisador não desenvolveu a pesquisa no IPT – ele começou a trabalhar no Instituto em janeiro de 2010 – mas está usando os conhecimentos desenvolvidos no mestrado no atual projeto de aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar pela rota bioquímica. “A partir do mestrado, houve uma metodologia que eu trouxe para o IPT como competência na área de caracterização química de bagaço de cana”, afirma Saad. “É por meio dela que se determina a composição do bagaço em termos de quantidade de celulose, lignina e extratos inorgânicos”. As análises passaram a ser feitas no laboratório com a entrada de Saad e de outra concursada, a engenheira de alimentos Eliza Mami Ota, o que abriu ainda uma nova competência para a prestação de serviços no Instituto.

A premiação da Petrobras tem como objetivo reconhecer a contribuição da comunidade acadêmica para o desenvolvimento tecnológico da empresa e da indústria nacional de energia, além de incentivar a revelação de talentos de talentos inovadores em petróleo, gás e energia. A edição deste ano contou com 346 trabalhos inscritos nos nove temas tecnológicos. O pesquisador do IPT recebeu um prêmio em dinheiro e uma bolsa de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para elaboração da tese de doutorado.