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  16.06.11

Pegada tecnolgica em pisos


Laboratório de Madeira e Produtos Derivados moderniza instalações e atesta qualidade do piso laminado


A tradição tecnológica de aferir com precisão o desempenho de produtos industriais, para que tenham qualidade assegurada, é colocada em prática diariamente no Laboratório de Madeira e Produtos Derivados do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT, o CT-Floresta. O pesquisador Takashi Yojo e o técnico Paulo de Assis explicam e demonstram procedimentos normalizados que são adotados na realização dos ensaios. A norma ABNT NBR 14.833-1 de 2009, intitulada “Revestimento de Pisos Laminados Melamínicos de Alta Resistência”, norteia esses trabalhos.

Segundo Takashi, a diferença entre pisos tradicionais, carpetes de madeira e os laminados é que o material destes últimos agrega mais recursos técnicos - é mais “engenheirado”, no jargão dos pesquisadores.
Resistência à abrasão é o melhor indicador da vida útil do piso
 
“O piso laminado tem um miolo de madeira aglomerada ou de MDF e, em cada face, uma fina lâmina de papel revestida com resina melamínica, que é um material plástico termorrígido e de elevada resistência", afirma ele. "A face que ficará exposta tem melhor qualidade, resistindo a riscos, umidade e produtos químicos de limpeza, mas uma vantagem do piso laminado é que as duas faces ficam protegidas.”

Entre os quesitos de qualidade do piso, a resistência à abrasão é, conforme Takashi, o melhor indicador da vida útil do piso. Por isso o conceito foi “importado” dos testes de pisos cerâmicos e adaptado para laminados. “A norma classifica os pisos laminados em quatro categorias de resistência (AC2 a AC5) e seis classes de uso, de acordo com o local de aplicação e a intensidade do tráfego, sendo três classes para usos domésticos e outras três para comerciais: ‘baixa’, ‘média’ e ‘alta’.”
Categorias de resistências dos pisos laminados
 

Ao chegar ao laboratório, dados do produto e do fabricante são catalogados numa inspeção prévia que permite sua rastreabilidade. O IPT confere o desempenho do produto na bancada de testes e o compara ao informado pelo fabricante para ver se correspondem. “Essa informação é valiosíssima para o cliente final, que poderá conferir o desempenho esperado para o piso na etiqueta do fabricante, que também é exigência da norma. Um piso classe AC4 (tráfego comercial médio), por exemplo, deve resistir a mais de 4.000 ciclos de abrasão; se for um AC5 (tráfego comercial alto), no mínimo 6.000 ciclos", explica o pesquisador. A velocidade de rotação e peso do rebolo para lixamento, dureza e troca das lixas durante o ensaio são também normalizadas.
Etiqueta indica resistência de um piso categoria AC3: máximo para uso doméstico (23) e mínimo para uso comercial (31)
 

MODERNIZAÇÃO – Recursos disponibilizados pelo programa de modernização do Instituto permitiram a aquisição de moderna sala de climatização, bem como dos equipamentos necessários para a realização dos ensaios, já registrados no sistema da qualidade do IPT. O próximo passo é a solicitação de em processo de acreditação junto ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Inmetro.