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  21.06.11

Nova embalagem da areia


Areia normal brasileira produzida no IPT, insumo para qualidade de cimentos Portland, tem nova embalagem


As embalagens de areia normal brasileira definidas pela norma nacional, que está em fase de revisão na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), são sacos de papel com capacidade para 25 quilogramas. Mas, segundo o pesquisador Osmar Hamilton Becere, do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura, o CT-Obras do IPT, o Instituto antecipou-se e, em setembro de 2009, lançou uma “família” de embalagens com a nova logomarca, layout repaginado e cores para identificar cada tipo de areia normal.
Cor das embalagens diferencia tamanho dos grãos da areia normal brasileira
 


“Contamos com o suporte dos profissionais de comunicação visual da Assessoria de Marketing Corporativo do IPT para chegar ao resultado final, que surpreendeu positivamente nossos clientes e o mercado em geral. Com a mudança e a adoção do sistema de cores, resolvemos de vez um antigo problema de logística”, afirma Becere. Antes, o tipo de areia era identificado por uma discreta anotação no saco e nada mais os diferenciava. As transportadoras desembarcavam diversas vezes quantidades erradas de areia normal, criando problemas na produção dos clientes. “Hoje ficou bem mais fácil: areia grossa vem na embalagem laranja, a média grossa é verde, a média fina é azul e a fina, vermelha. Dá para ver de longe o produto que se quer.”

A produção de areia normal obedece à norma ABNT NBR 7214/82, informa o pesquisador. Areia normal brasileira é material de referência para os ensaios de controle da qualidade de cimentos Portland, que é um dos constituintes da argamassa empregada na moldagem de corpos de prova utilizados para classificar os cimentos nas classes 25, 32 e 40. Ou seja, as propriedades de resistência do cimento, obtidas por meio das argamassas, vão caracterizar as do concreto nas diferentes estruturas em obras civis. O IPT é o único a produzir esse material no Brasil e por isso atende à indústria do cimento em todo o território nacional. Hoje, são vendidas cerca de 30 toneladas por mês dessa areia, ou 75% da produção, para essas empresas.

Segundo Becere, esse material é certificado por meio de ensaios granulométricos e petrográficos dos componentes. A areia normal brasileira é classificada em quatro frações granulométricas, ou seja, material retido entre peneiras de abertura nominal de 2,4 mm e 1,2 mm (grossa); 1,2 mm e 0,6 mm (média grossa); 0,6 mm e 0,3 mm (média fina) e 0,3 mm e 0,15 mm (fina). Seus usos estão se expandindo para outras aplicações normativas como ensaios de caracterização de cal hidratada, avaliação de compactação de solos e de verificação de rugosidade do concreto em pistas de aeroportos.

“É comum o uso desse tipo de material para a classificação de cimentos Portland nos países industrializados, havendo uma tendência internacional à mistura pronta para uso, agregando facilidade e aumento de produtividade na execução do ensaio”, afirma o pesquisador. “Esta mudança deverá ocorrer no Brasil nos próximos anos, o que exigirá mais mecanização e qualidade na preparação do insumo.”