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  29.06.11

Qualidade dos livros didticos


IPT iniciou ensaios e análises de livros didáticos em 1999, durante gestão de Paulo Renato no Ministério da Educação


Os trabalhos do IPT visando à qualidade física dos livros didáticos para torná-los mais duráveis começaram na gestão de Paulo Renato Souza, falecido no último dia 25 de junho, que esteve à frente do Ministério da Educação no período 1995-2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O Instituto realiza este trabalho, sistematicamente, desde 1999, em projeto do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE. Ensaios e análises de livros didáticos são feitos e coordenados por técnicos do Laboratório de Papel e Celulose do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT, o CT-Floresta.

Segundo a pesquisadora Maria Luiza Otero D’Almeida, do CT-Floresta, em 1999 o FNDE contratou inicialmente o Instituto Nacional de Tecnologia que subcontratou o IPT para realizar os trabalhos.
Lançamento do mestrado profissional do IPT em fevereiro de 1998: da esq. para a dir, Alberto Pereira de Castro (presidente do Conselho Administrativo do IPT na época), Emerson Kapaz (ex-secretário de desenvolvimento), Paulo Renato Souza e Flavio Fava (ex-secretário de desenvolvimento)
 
A partir do ano seguinte o IPT foi contratado diretamente pela autarquia federal de educação. “No começo fazíamos análises amostral de 1.200 exemplares por ano, hoje são 7.000 em média. O controle da qualidade física de livros didáticos, que vai para alunos do ensino fundamental e médio, além das bibliotecas escolares, é importante para que durem três anos”.

As amostras são colhidas aleatoriamente durante a fase de produção do livro. O IPT desenvolveu e adaptou procedimentos que viraram normas técnicas, prevendo análise de cerca de 40 itens em cada exemplar. Entre elas estão aspectos da qualidade do acabamento, como impressão, além de outros requisitos estipulados nos editais como gramatura do papel e alvura, entre outros. A parceira entre o IPT e o FNDE é duradoura, na opinião de Maria Luiza Otero, justamente por ser dinâmica: “Equipes do Instituto estão sempre presentes, criando e desenvolvendo métodos analíticos, inclusive máquinas, sempre a partir das necessidades do FNDE.”

O ex-ministro Paulo Renato foi responsável por uma série de medidas normativas para disciplinar compras do Estado na área da educação, duas delas tendo o IPT como parceiro direto, conforme informou Oswaldo Poffo, pesquisador da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do CT-Floresta: “O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) envolvia um mercado estimado em mais de US$ 250 milhões, enquanto o Programa de Móveis Escolares (Fundescola) contava com recursos do BID. Ambos estavam voltados ao ensino fundamental, base do seu programa de universalização do ensino no Brasil. Estes dois programas deram origem a uma série de inovações incrementais no controle de qualidade de livros escolares que ainda perdura e, também, ao laboratório de ensaios de móveis”.
Análise amostral de livros didáticos chega a sete mil exemplares por ano
 

O Programa do Móvel Escolar/Fundescola envolvia sete laboratórios de diferentes centros tecnológicos, com abrangência nacional, o que possibilitou ao IPT interagir com diversas instituições de pesquisa e ensino de vários estados do País, além do INT, Inmetro, ABNT e instituições certificadoras especialmente na coordenação da NBR 14006 e o Regulamento Técnico ambos para o conjunto-aluno.

Serviço – Os procedimentos criados pelo IPT para a análise dos livros escolares distribuídos pelo Ministério da Educação serviram de base para a publicação, em 2006, de uma coletânea de normas técnicas sobre livros didáticos: a ABNT NBR 15201-1– “Tecnologia gráfica – Livros didáticos – Classificação de defeitos e métodos de ensaio”; e a ABNT NBR 14869-1– “Tecnologia gráfica – Livros didáticos – Especificações”.

Para saber mais, acesse: http://www.ipt.br/solucoes/33.htm.