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  07.08.09

Nova tecnologia de medição

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A partir de 2010, o IPT começa a trabalhar com o sistema de metrotomografia


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) começará a desenvolver medições com metrotomografia a partir do próximo ano. Essa tecnologia, que consiste em associar a metrologia à tomografia, representa uma revolução em sistemas de medição, porque permite conhecer características que até então só eram possíveis por meio de ensaios destrutivos.

A notícia foi dada na manhã desta sexta-feira, 7 de agosto, por Crhistian Baldo, diretor do Centro de Metrologia Mecânica e Elétrica do IPT, durante palestra sobre a importância da metrologia na produtividade e qualidade, realizada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Baldo explica que a tomografia computadorizada tridimensional permite avaliações internas nas peças, agregando mais características aos sistemas de qualidade na indústria. “Isso significa que você pode não apenas avaliar o contorno externo de uma peça, como também o contorno interno”, afirma.

Uma das vantagens da tecnologia é a possibilidade de obter imagens de cortes não-destrutivos em qualquer direção que se desejar. É possível também adotar o sistema para a prática de engenharia reversa, quando conceitos de fabricação e funcionamento são investigados a partir de uma solução pronta.

Segundo Baldo, um exemplo prático de aplicação está na avaliação dimensional de brocas dentárias, entre tantas outras peças. “Você verifica se há porosidades internas na broca, que danifiquem seu funcionamento ao longo da vida útil”. As verificações de porosidade, que revelam as falhas constituintes de materiais, podem ser consideradas como exemplos de nanotecnologia. “Em vez de fazer ultrassom ou cortar a peça, você simplesmente verifica a imagem e a compara com o modelo matemático”, diz.

Baldo também afirma que a tecnologia tem aplicações em nanossistemas, quando, por exemplo, é necessário fazer o controle de qualidade de microbombas. “Nesse caso, um simples poro pode afetar a operação da peça”. O pesquisador diz que o sistema barateia o controle de qualidade de nanopeças já que elas têm custo elevado e não precisam ser destruídas.

O desenvolvimento da metrotomografia ainda é uma ideia embrionária no IPT. O modelo para viabilizar a inserção dos equipamentos no Instituto está em discussão e os pesquisadores e diretores estão realizando reuniões com os fornecedores. O custo de um equipamento para essas medições é da ordem de 580 mil euros, cerca de 1,5 milhão de reais.