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  14.09.11

Internet do futuro


Projeto MyFire, representado no Brasil pelo IPT, premia projetos inovadores em redes


Durante o Euro-Brazil Workshop, realizado no dia 13 de setembro, pelo projeto MyFire, representado no Brasil pelo IPT, foram premiados dois projetos inovadores de pesquisadores brasileiros a serem desenvolvidos sob colaboração internacional. Flávio de Oliveira, do grupo da Universidade Federal de Uberlândia, representando também os professores Rafael Pasquini e Pedro Frosi Rosa - coordenador da proposta, sugeriu a criação de um serviço de títulos de domínios sobre tecnologia OpenFlow, e Christian Rothenberg, em nome da equipe do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), em Campinas, apresentou o projeto Routeflow, uma arquitetura de roteamento IP comodity baseada em tecnologias open-source e hardware de rede programável. O workshop foi realizado em conjunto com a Futurecom, exposição e congresso que reuniu especialistas das Tecnologias de Informação e Comunicação no espaço Transamérica Expo Center, São Paulo.

As equipes vencedoras irão, entre 24 e 28 de outubro, a Poznan, na Polônia, na “Future Internet Week”, conhecer especialistas do mundo todo, possíveis parceiros, e fontes de financiamento da Comunidade Europeia para apoio financeiro ao seu projeto. Para Alessandro Santiago, pesquisador do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade (Ciam) do IPT e gerente do projeto no Brasil, os participantes mostraram sua motivação e competência para implantar novas tecnologias. “A participação de pesquisadores brasileiros em um concurso dessa magnitude mostra que é possível trabalhar a longo prazo e obter bons resultados. Um trabalho que proporcionará a colaboração científica e tecnológica entre Europa e Brasil e responderá desafios globais”, disse.

 
  • Euro-Brazil Workshop
 


Franck Le Gall, gerente do MyFire na Europa, afirma que as três propostas agregam valor para o Fire e que foi difícil escolher o projeto vencedor. “Por esse motivo, resolvemos premiar dois projetos que têm grande potencial de exploração”, conclui. “Sermos escolhidos é uma grande emoção. Um reconhecimento para o nosso trabalho e a possibilidade de gerar desenvolvimento tecnológico e um modelo de desenvolvimento comunitário de inovação aberta", disse Rothenberg, do CPqD.

O diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, participou da abertura do evento junto com Franck Le Gall e Paulo Lopes, conselheiro para a Sociedade da Informação e Mídia da Delegação da União Europeia no Brasil. "A internet é uma rede global e as iniciativas de colaboração são fundamentais para seu avanço. O Brasil deve aproveitar essa parceria, criar oportunidades, explorar pesquisas e desenvolver soluções", afirma Oliveira.

O evento contou com palestrantes de instituições como USP, CPqD, Nic.br e instituições internacionais como Inno Group, University of Edinburgh, Fraunhofer Institute Fokus e ETSI.

O MyFire é uma rede multidisciplinar de cooperação entre países europeus e economias emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China. O IPT é o representante do Brasil no projeto, que está cumprindo roteiro de 24 meses com orçamento de 800 mil euros para identificar roteiros, metodologias e ferramentas que incorporem as melhores soluções na comunicação em rede. Os projetos são executados em ‘testbeds’, que são ambientes protegidos, construídos especialmente para pesquisas experimentais, fora do risco das redes abertas.

No dia 14, os representantes europeus do MyFire visitaram as instalações do IPT e conheceram as capacitações do Centro de Engenharia Naval e Oceânica, do Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos e do futuro laboratório de testes em equipamentos ITS do Ciam.

FP7

O MyFire é um programa financiado pelo FP7, principal instrumento da Comunidade Europeia para financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento. O IPT participa de dois outros projetos financiados pelo FP7, o Viajeo e a MaRINET.

O Viajeo consiste em uma plataforma computacional aberta, cujo objetivo é proporcionar o compartilhamento e a troca de informações consolidadas sobre transporte em grandes cidades, permitindo a boa gestão e o suporte a uma variedade de serviços públicos.

A MaRINET é a Rede Marinha de Infraestruturas Renováveis para Tecnologias Emergentes de Energia, que trata de sistemas offshore de conversão renovável (energias das ondas, conversores do fluxo das marés e geração elétrica a partir de turbinas eólicas offshore).

De 2007 a 2013 o programa dispõe de um orçamento de 53,2 bilhões de euros. O prazo para submeter novas propostas é janeiro de 2012. Mais informações acesse aqui