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  24.10.11

Metrologia de fluidos


Pesquisadora adquire experiência internacional em modelo que quantifica riscos de não-potabilidade da água


A pesquisadora Olga Satomi Yoshida, da seção Macro e Micro Medição de Utilidades do Centro de Metrologia de Fluidos (CMF) do IPT, participou do Programa de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE) financiado pela Fundação de Apoio ao IPT (Fipt), com o objetivo de desenvolver um modelo bayesiano para quantificar os riscos de não-potabilidade da água distribuída para consumo humano na região metropolitana de São Paulo. A viagem aos Estados Unidos, com duração de oito meses, proporcionou à pesquisadora a oportunidade de realizar seu projeto de pós-doutoramento na Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade do Colorado, em Boulder.

A Universidade do Colorado pesquisa riscos de indisponibilidade e não-potabilidade da água devido a mudanças climáticas – a região de Boulder será afetada por mudanças climáticas segundo projeções feitas pelo IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas).

Yoshida tem dez anos de experiência em projetos de métricas de processos e desempenho a partir de caracterização de demanda e consumo de água e gás. Para ela, o intercâmbio agregou conhecimentos sobre como alguns produtos climáticos são gerados e principalmente para o desenvolvimento de modelos que quantificam riscos sob a ótica bayesiana. “O modelo bayesiano pressupõe que todos os fatores e aproximações são variáveis aleatórias, o que indica que suas incertezas podem ser quantificadas e atualizadas por esse modelo, implicando na rastreabilidade do cálculo do risco”, afirma. A pesquisadora ressalta que a maior dificuldade da aplicação de métodos bayesianos é a computacional, devido as variáveis a serem analisadas.

Capacitação de Olga na Universidade do Colorado buscou o desenvolvimento de modelos que quantificam riscos sob a ótica bayesiana
 
A pesquisadora pretende publicar artigos sobre o tema e criar, com as companhias de água e agências ambientais, uma nova linha de atuação no Instituto. “A possibilidade de realizar um treinamento no exterior foi um grande estímulo do IPT. Além do crescimento profissional, a experiência de vida em outra cultura e num país desenvolvido é ímpar”, disse. Ao frequentar o curso “Advanced Data Analysis Techniques”, Yoshida aprendeu a programar com uma linguagem de software livre, a “R”, adotada para desenvolver modelos no projeto GNU. A pesquisadora também participou do grupo “Hidrology and Water Resources", assistindo e apresentando seminários.

Desde 2008, o PDCE enviou 29 pesquisadores do IPT a mais de 20 organizações em dez diferentes países. Novos pesquisadores já estão confirmados para participar do Programa neste e no próximo ano.

A Fipt fornece ajuda de custo, baseada nas tabelas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Yoshida contou com uma bolsa-auxílio e ajuda de custo para seus três filhos. “A ajuda financeira mais o salário são suficientes para se viver bem nos EUA nos dias de hoje”, ressalta a pesquisadora.