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  21.12.11

IPT na Academia Brasileira de Cincias


Representante do Instituto foi um dos três membros eleitos da Academia na área de Ciências da Engenharia


Tecnologia e inovação ganham reconhecimento na comunidade acadêmica brasileira. Reflexos destes ares de mudança foram as eleições pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) do diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, João Fernando Gomes de Oliveira, e de Álvaro Toubes Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre os novos 25 membros titulares da entidade. Oliveira foi um dos três escolhidos na última sexta-feira, 16 de dezembro, na categoria Ciências da Engenharia, ao lado de Prata, ambos com experiência em pesquisa e inovação junto à indústria e às instituições em que atuam. A cerimônia de posse será realizada em 8 de maio de 2012, durante a Reunião Magna da entidade.

Segundo o matemático Jacob Palis, presidente da ABC, a produção científica ligada ao mercado é uma preocupação recente no Brasil. “Profissionais como o diretor-presidente do IPT buscam esta integração, levando a pesquisa e o desenvolvimento para dentro das empresas. Sua eleição foi possível graças aos votos de seus pares, como um reconhecimento do trabalho acadêmico e de sua atuação no Instituto”, diz Palis. “O importante para a academia é a qualidade científica do trabalho de seus membros, não importando se estão ligados a empresas ou universidades, mas a ABC está cada vez mais preocupada em promover a aproximação da comunidade científico-tecnológica com o meio empresarial”.

João Fernando: valorização da produção de inovação na academia
 
O exemplo mais recente, continua Palis, é a promoção dos “Simpósios Academia-Empresa”, que estão voltados à divulgação de histórias de sucesso em inovação – a iniciativa teve início no ano passado e continuou em 2011, com eventos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

“Esta é uma oportunidade de o Instituto entrar na academia por meio de seu diretor-presidente. Escolhas como a do meu nome e o do professor Álvaro Prata são um sinal de que a academia também está valorizando a produção de inovação”, afirma Oliveira, que se torna o terceiro membro ligado ao IPT na academia. Os outros dois são o engenheiro químico Pérsio de Souza Santos, que na década de 1950 foi responsável pela Seção de Cerâmica da então Divisão de Química do Instituto, e o geólogo Celso Dal Ré Carneiro, que trabalhou no IPT entre 1978 e 1995. 

INSTITUIÇÃO – A Academia Brasileira de Ciências é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos, que atua como sociedade científica honorífica e contribui para o estudo de temas e a proposição de políticas públicas correspondentes.

Prestes a completar um século de existência – a ABC foi fundada em 1916 – a instituição tem como foco o desenvolvimento científico do País, a interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações, contando hoje com um quadro de pouco mais de 700 membros.

“A participação dos acadêmicos na votação foi extremamente significativa este ano, de cerca de 70%, o que reafirma o nosso grande interesse coletivo por este momento maior para o presente e o futuro da entidade”, afirma Palis. Em recente entrevista, o presidente da ABC chamou a atenção para a necessidade de maior conexão entre academia e indústria para transformar o cenário brasileiro de exportações baseadas em produtos agrícolas ou minerais para produtos de maior valor agregado, uma ação para a qual a ABC também está disposta a contribuir.