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  26.01.12

Difuso de patente no exterior


Programa de Estímulo à Produtividade Tecnológica do IPT divulga patente de nanotecnologia nos EUA


No período de 11 a 14 de março deste ano a pesquisadora Natalia Neto Pereira Cerize, do Centro de Tecnologia de Processos e Produtos do IPT, participa da “International Conference and Exhibition on Nanotechnology and Nanomedicine - Omics Group” em Omaha, Estados Unidos. Natalia fará uma apresentação do trabalho desenvolvido pela equipe do IPT, em nanocarreadores coloidais, juntamente com a USP em um projeto de doutorado. A aplicação dos nanocarreadores abrange o campo da nanomedicina, podendo ser estendida a cosméticos, fármacos e alimentos. Além de difundir tecnologia brasileira no exterior, a participação da pesquisadora neste evento internacional, que integra academia e indústria tanto da Europa quanto dos Estados Unidos, contribuirá para estabelecer redes de contatos e possíveis parcerias.

Segundo o diretor de Inovação do Instituto, Fernando Landgraf, esta é a primeira viagem ao exterior aprovada pela Diretoria e custeada pela Fundação de Apoio ao IPT, a Fipt, com base no Programa de Estímulo à Produtividade Tecnológica, apelidado “Prêmio de Inovação” pela comunidade ipeteana. A ação refere-se à produtividade de 2010 e foi anunciada em meados do ano passado. “O programa continua e em março deverá ser anunciado um novo grupo de contemplados com dados de 2011. Um critério importante para a indicação é a produção de patentes, e a Natalia é uma das autoras do estudo patenteado sobre nanocarreadores. Esta iniciativa reflete a importância crescente dada pelo IPT ao crescimento do número de patentes.”

Natalia: Programa de Estímulo à Produtividade Tecnológica do IPT é incentivo para grupos de pesquisa produzirem inovação pela geração de patentes
 
Para Natalia, o programa está cumprindo seu papel e esta viagem representa um reconhecimento importante no âmbito profissional. “É gratificante para o pesquisador e também um incentivo para que outros grupos de pesquisa do IPT produzam inovação por meio da geração de patentes.” O nanocarreador que foi objeto de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI, é uma nanoestrutura capaz de carrear – ou carregar – um princípio ativo até o chamado “sítio de ação”, o local afetado por um processo infeccioso, inflamatório ou mesmo por uma célula cancerígena.

“A vantagem – garante Natalia – é a ação específica, principalmente sobre as células doentes, preservando as que estão sadias localizadas no entorno. Assim, abre-se a possibilidade de aplicação desta nanoestrutura mais eficaz na chamada terapia fotodinâmica do câncer.” Atualmente, a patente denominada “Nanocarreadores coloidais para ativos hidrofílicos e processo de produção” está em fase de negociação entre o IPT e uma empresa visando ao licenciamento para produção em escala industrial.